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Workshops com Akira Jimbo (BA, PR, SP)



Começa no mês de novembro a turnê pelo Brasil do baterista e também endorsee da Yamaha Musical Akira Jimbo. O baterista vai se apresentar em cinco cidades entre os dias 19 e 23 de novembro.Akira ficou famoso tocando com quarteto japonês de jazz-fusion na banda Casiopea. Ele começou a tocar com 17 anos, inspirado por ouvir Steve Gadd. Estudou na Keio University de Tokyo e tocou bateria em big bands. Com o Casiopea ele desenvolveu seus talentos tanto como músico como compositor em mais de uma dúzia de álbuns.
Hoje suas apresentações solo são lendárias. Diferentemente de outros workshops em que o músico toca junto com acompanhamento sequenciado, Akira toca kits acústicos e eletrônicos simultaneamente em tempo real, criando uma música incrível e completa, da mesma forma que seu herói original, Steve Gadd.

Serviços

Salvador - Dia 19/11Horário: 19h
Local: Shopping Bela Vista - 1º Piso 
End. Rua dos Rodoviários, S/N, Horto Bela Vista - Salvador - BA 

Realização: FOXTROT e YAMAHA 
Informações             (71) 3616-7666   (71) 3616-7666   


Curitiba - Dia 21/11Horário: 19h
Local: Drum Live E. Cultural 
End. Rua Desembargador Westphalen, 486 - Centro - Curitiba - PR 
Realização: DRUM SHOP e YAMAHA 
Informações             (41) 3324-8000       

São Paulo - Dia 22/11Horário: 19h
Local: Auditório Mix Music Hall - EM&T Jabaquara 
End. Av. Eng. Corbisier, 100 - Metrô Conceição - São Paulo - SP 
Realização: IP&T e YAMAHA 
Informações             (11) 5012-2777       

Campinas - Dia 23/11Horário: 19h
Local: Auditório EM&T Campinas 
End. Av. Carlos Grimaldi, 145 - Jd. Conceição - Campinas - SP 

Concurso para professor de percussão da UFBA (BA)

Concurso para professor substituto de percussão da EMUS da UFBA (Salvador).

Inscrição até o dia 7 de março (hoje). Prova dia 12 de março às 14h. Inscrição e outras informações na EMUS - (71) 3283 7888.


Ponto do concurso - Execução de uma peça solo para percussão múltipla com exposição de uma análise técnica.

Músico baiano do STOMP abre vagas em projeto social Quabales (BA)

Nascido e criado no Nordeste de Amaralina, em Salvador, o músico e percussionista Marivaldo dos Santos hoje vive em Nova York, onde participa, há mais de dez anos e como único brasileiro, do Stomp – o famoso grupo inglês que faz música a partir de instrumentos reciclados. Agora, ele quer mudar, através da formação artística, a vida de outros moradores do bairro. Foi assim que surgiu o projeto social Quabales, em que o baiano promove, junto ao grupo britânico, workshops de percussão e expressão corporal. A iniciativa busca proporcionar aos participantes conhecimentos que os ajudem a abrir novos caminhos criativos, incentivando sua potencialidade artística, e já ganhou o apoio da Caco de Telha – produtora da cantora Ivete Sangalo. As oficinas de música e dança têm início no dia 16 de janeiro e as inscrições podem ser feitas na sede do projeto (Rua do Norte, 175, 1o° andar, Nordeste de Amaralina) até o dia 30 de janeiro.

Recital de Formatura de Percussão de Everton Isidoro - UFBA (BA)

Everton Isidoro iniciou seus estudos em percussão e bateria em 1999. Hoje, forma-se no bacharelado em percussão da Universidade Federal da Bahia, sob orientação dos professores Jorge Sacramento e Jorge Starteri. Durante esse percurso, estudou bateria e percussão na Pracatum e na UFBA e participou de diversos festivais no Brasil e no exterior. Atualmente, é integrante do Projeto Neojibá, professor de percussão do Espaço Cultural Pierre Verger e integrante do Núcleo de Percussão da UFBA.

Com o Projeto Neojibá, participou de concertos no Brasil e na Europa, na sala São Paulo e em importantes salas de Londres, Berlin, Genebra e Lisboa, acompanhando solistas como Lang Lang e Maria João. Como integrante do Grupo de Percussão da UFBA, participou, em 2007, do Projeto Sonora Brasil (SESC), apresentando-se em 75 cidades de 20 estados brasileiros durante uma turnê de 90 dias.

Festival da Interação com alunos de percussão, composição e regência (BA)

Sob a coordenação do Prof. Jorge Sacramento, alunos de Composição (classe do Prof. Wellington Gomes), Percussão (classe do Prof.Jorge Sacramento) e Regência (classe do Prof. José Maurício Brandão) se reúnem para execução de peças dos alunos de composição, feitas para percussão, sob a batuta dos alunos de Regência da Escola de Música da UFBA. Todos interagindo em prol da produção de música de qualidade! Você é nosso convidado para conferir este evento. Trata-se de peças de alunos de composição, para a formação de grupo de percussão, interpretadas pelos alunos de percussão e regidas pelos alunos de regência.
Dia 28 de novembro, no Goethe Institut, às 20h, com entrada franca
Coordenador - professor Jorge Sacramento

Jorge Sacramento será solista com a OSBA em Concerto de Percussão (BA)

Concerto da Orquestra Sinfônica da Bahia
Solista - Professor Jorge Sacramento
Concerto para Percussão e Orquestra (2007)
Peça do compositor Wellington Gomes
Dia 24 de novembro às 20h no Teatro Castro Alves
Salvador- BA



O percussionista Jorge Sacramento, professor da Escola de Música da UFBA (EMUS), fará será solista com a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), no dia 24 de novembro no Teatro Castro Alves em Salvador (BA) no Concerto para Percussão e Orquestra composto por Wellington Gomes em 2007 e dedicado ao Prof. Jorge Sacramento. O concerto é dividido em três movimentos, apresentando uma idéia musical pensada para ser executada por um multi-instrumentista da percussão. O primeiro movimento apresenta uma tendência musical mais dentro do ambiente sinfônico ocidental, com a significativa utilização de tímpanos e marimba. O segundo movimento, composto com a intenção de explorar a marimba, testa a musicalidade e a habilidade técnica do instrumentista. E o terceiro movimento, envolvido por uma temática rítmica afrobrasileira, explora a habilidade do percussionista numa alternância constante entre variados instrumentos de percussão.

 JORGE SACRAMENTO - Nascido em Salvador, iniciou seus estudos de bateria em 1983 no curso livre da Universidade Católica. Em 1986, ingressou no curso básico de percussão da Universidade Federal da Bahia e depois aperfeiçoou seus estudos de percussão clássica, se graduando nessa modalidade. Durante esse período o músico se apresentou com a Orquestra e banda Sinfônica da UFBA, além do Conjunto de Música Contemporânea Bahia Ensemble. Desde 1994, Sacramento vem apresentando um recital solo, sempre no mês de dezembro na Reitoria desta Universidade, com a participação de vários músicos, do Núcleo de Percussão da UFBA.

Como músico popular, já se apresentou com vários artistas da música na Bahia, como por exemplo: Clara Ghimel, Guida Moira, Confraria da Bazófia, Gang Bang, Janela Brasileira, entre outros. Já gravou discos de vários artistas: Andréa Daltro, Joatan Nascimento, Juvino Alves, Lindemberg Cardoso, Janela Brasileira, Confraria da Bazófia, Paulo Lima e Wellington Gomes, entre outros. Além disso, Sacramento é timpanista oficial das Novenas das Festas da Conceição da Praia e do Senhor do Bonfim.

Hoje, além de professor de Percussão da UFBA, Jorge é percussionista/assistente da Orquestra Sinfônica da Bahia. Também coordena vários projetos de extensão na Escola de Música, inclusive o Núcleo de Percussão, e atualmente é Doutorando em Educação Musical pela UFBA.

IV Festival de Percussão 2 de julho em Salvador (BA)

Programação:

3/08 20h
Jorge Sacramento/Raul Bernudez
Aquim Sacramento
Grupo de Percussão da UFBA
Trio Sá-cramento

4/08 16h
Retro_Visor
Edson Quesada

04/08 20h
Conjunto de Percussão da EMUS
Aquim Sacramento
Duo Sacramento
Jorge Starteri
Michael Kutner (Alemanha)

5/08 16h
Juraci Tavares
Saravá Jazz Trio

05/08 20h
Átila Coutinho
Thiago Trad
Anternor Cardoso
Grupo Cultural Wado
 

Batida Social da Escola de Música Pracatum (BA)

Até o dia 22 deste mês a Escola de Música Pracatum abrirá inscrições para diversos cursos na área da música. O projeto liderado por Carlinhos Brown disponibiliza 500 vagas para aulas de percussão, gravação digital, disck jockey, técnico de palco, performance vocal, sonorização e programação de rádio. Do total das vagas, 200 serão destinadas a jovens moradores dos bairros do Calabar e Nordeste de Amaralina. A capacitação é gratuita e garantida por meio do programa Jovens Baianos, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza do Estado.

Yelena Hewitt apresenta Concerto Conferência sobre steel drums na UFBA (BA)



A percussionista Yelena Hewitt, juntamente com Chistopher Castagne (boxbasse) e Joandre Camargo (violão de 7 cordas), apresentará no dia 20 de junho de 2011, na sala 102 da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (UFBA) às 17h, um  Concerto conferência sobre a música do Caribe, sobre os instrumentos stilldrum (stillpan) e boxbasse. O trio toca música tradicional caribenha de Trindade e Tobago e fusões brasileiras e foi formado especialmente para uma tournê caribenha realizada no mês de maio de 2011 em Tobago, Guadalupe e Trindade. No dia 19 o trio se apresenta na Casa da Mãe, no Rio Vermelho às 19h com ingressos no valor de R$ 7,00. 

A percussão é a base da MPB, diz antropóloga (BA)

A percussão ganhou maior projeção nos últimos anos, e o samba-reggae, criado por Neguinho do Samba, é um marco da  sua sedimentação no cenário musical da Bahia. A análise é da antropóloga Goli Guerreiro, autora de A Trama dos Tambores, publicado em 2000, relançado em 2010 e que é um estudo obrigatório para entender  as nuances desse ritmo.

Qual é a sua opinião sobre a percussão ter sido escolhida como tema do Carnaval 2011?
Espero que este ano não aconteça o que aconteceu com a capoeira. Eu quase não vi blocos fazendo menção ao tema. Um ou outro fazia. Espero que o samba-reggae tenha um lugar de destaque, que a gente ouça os clássicos, as novidades do samba-reggae. Adoraria que isso se expandisse para além dos blocos afro que já tocam samba-reggae de uma forma  majestosa.

Como surgiu a ideia de escrever um livro sobre o afro-pop com destaque para a percussão?
Nos anos 80, eu estava estudando antropologia em São Paulo e percebia de longe aquela efervescência que estava rolando em Salvador. A cidade se afirmando negra, inventando uma estética e um ritmo. Então isso é um evento artístico e estético da maior importância. Quando notei isso, pensei: é uma coisa muito interessante para ser descrita e analisada.

Qual era a sua questão principal nesse estudo?

A  pergunta que formulei foi: como se inventa um ritmo? Para responder a essa pergunta, era preciso não apenas olhar a história musical baiana e todo o repertório que ela tinha disponível, mas também ver como é que esse repertório se alimentava de outros universos musicais. Para entender o samba-reggae, era preciso conhecer as suas conexões com os EUA, o Caribe e os países africanos e descrever esse trânsito que hoje chamo de terceira diáspora.

A que a senhora atribui a percussão ter conseguido sair da “cozinha” para a “sala de estar”?
A uma conjunção de fatores. A percussão é um elemento central da vida de Salvador. Você entra no ônibus e tem um cara batucando na janela. Tem a música dos terreiros.  Há sempre uma ambiência sonora percussiva na cidade. Então, a percussão é a expressão do cotidiano de um povo. Tem uma coisa muito importante também que é o mercado de world music, que começou a prestar atenção nas outras maneiras de fazer música, ou seja, nas “músicas do mundo”. O samba-reggae foi um momento de criação musical que valorizou o tambor e o trabalho do percussionista. Tal como a invenção do trio elétrico que mudou completamente a estética da produção musical carnavalesca, o samba-reggae é outro momento que também transforma a maneira de se fazer música, de se fazer o Carnaval.

O samba-reggae está ligado a um movimento ideológico?
Sim. O movimento de negritude teve no samba-reggae um trunfo poderosíssimo. Essa conexão com o reggae é uma chave. O reggae teve a capacidade de romper estruturas. O nome samba-reggae é um elemento que pode ajudar a entender por que o  estilo se tornou tão expressivo. Ele incorpora coisas muito importantes, que têm uma simbologia muito forte e quando juntas se potencializam. Ainda por cima está se inventando algo novo.

O que você quer dizer com estética percussiva?
É um modo de conceber o jeito de usar os tambores, o jeito de percutir. Originalmente o samba-reggae foi criado com sete tipos de tambor. Então, o modo de fazer dialogar esses instrumentos, de fazer os silêncios, se toca com a mão ou com baqueta, ou seja, a maneira de estruturar a banda é uma estética que foi criada. E Neguinho do Samba é o cara que esteve no front dessa reinvenção da percussão na Bahia. Isso traz uma mudança importantíssima que é a posição do percussionista, que antes era considerado o cara que estava lá na cozinha, o músico que não tinha muita visibilidade, daí ele vem para o centro da cena.

Como você percebe a percussão dentro desse cenário afro-pop baiano?
A percussão é a maneira de fazer música por excelência. Não há como pensar em produção musical baiana ou brasileira sem pensar na percussão como
um pilar. Há muitas maneiras de trabalhar a percussão dentro do contexto afro-pop. Tem um segmento musical que coloca a percussão em um sampler  e você nem vê o percussionista. Há bandas que mesclam instrumentos harmônicos com instrumentos percussivos.  O que é particular, talvez, no caso da Bahia, foi que ela conquistou uma valorização da percussão.

Qual é a importância da percussão para a construção da identidade musical da capital da Bahia?

A percussão é a base da Música Popular Brasileira (MPB), é o elemento que vai dialogar com a música europeia, com os encontros que o universo musical realizou aqui. A noção de identidade está tão usada que já não se sabe o que ela significa. É um conceito saturado. A música produzida na Bahia tem muitos jeitos e não dá para dizer que este é o que representa a Bahia. Não vejo muito sentido em falar em identidade musical. Isso reduz uma coisa que é rica e acaba por tentar engaiolar a pulsação da música numa fórmula acadêmica.

Qual a relação do samba-reggae dentro da tradição percussiva brasileira?
O samba-reggae é uma atualização de um trajeto musical da música brasileira e baiana. Não se pode pensar no samba-reggae sem pensar nos blocos de índios, nos afoxés, nas batucadas, na música do candomblé, no samba do Rio de Janeiro. Todas estas referências estão embutidas no samba-reggae.

Quais as características mais marcantes da percussão na sua concepção?
São três elementos: oralidade, improvisação e corporalidade. Esses elementos são marcantes para entender como se ensina música. Você ouve, olha e imita. Acompanhei durante um ano o aprendizado da banda Didá e a tentativa de Neguinho do Samba e Víviam Caroline de instituir a partitura como elemento de formação. Não funcionava, porque, por mais atraente que fosse, o modo de aprender é esse: ouve, olha e imita. É uma coisa corporal. Você descobre dentro de seu próprio corpo como é que se faz para percutir e como a dinâmica se estabelece.
FONTE:
Juliana Dias, do A TARDE on line

Seleção com 2 vagas para percussão (nível médio) no Instituto Cidade do Saber (BA)

O Instituto Professor Raimundo Pinheiro - Cidade do Saber - Organização social (OS), localizado no município de Camaçari – BA está com inscrições abertas para processo seletivo, de 02 a 18 de março de 2011 para 34 vagas, através de análise de currículo, entrevista, prova prática, de caráter eliminatório, destinado à contratação de Educadores/Instrumentistas de música. São 2 vagas para de percussão, com carga horária semanal de 10h e remuneração de R$ 800,00. É exigido que o candidato tenha o nível médio completo e experiência comprovada em ensino de música, prática no instrumento e idade mínima de 21 anos. As inscrições devem ser feitas mediante envio de currículo e formulário de inscrição (disponível no site institucional: www.cidadedosaber.org.br) por e-mail (gestaodepessoas@cidadedosaber.org.br) ou pelos correios. Os selecionados farão entrevista e prova prática com banca examinadora dias 21 e 22 de março de 2011. O resultado estará disponível no dite da instituição dia 23 de março. Para saber mais sobre o edital, peças da prova prática e outros detalhes acesse o site da Cidade do Saber.

Carnaval do Pelô 2011 com a exposição “Percussionistas, percursos e percussões” em Salvador (BA)

Também neste ano, o Carnaval do Pelô terá um desdobramento pedagógico a partir da exposição “Percussionistas, percursos e percussões” na sede do Pelourinho Cultural, na Casa 12, aberta de 04 a 08 de março, das 13 às 17h. Na exposição serão apresentados diversos instrumentos percussivos do acervo pessoal das três gerações de percussionistas do show de abertura – Bira Reis, Emerson Taquari, Gabi Guedes, Giba Conceição, Ivan Huol, Jorge Wallace, Leonardo Reis, Luizinho de Jejê, Magary, Orlando Costa, Peu Meurray, Tony Mola, Waltinho Cruz, e Walmir Paim.

A intenção é compartilhar com o público a história dos instrumentos, de seus criadores e tocadores e a inventividade daqueles artistas. “A perspectiva da atual Secretaria de Cultura do Estado da Bahia tem sido a de se pautar por este viés: o de que a cultura em nosso Estado é, além do oferecimento de bons espetáculos e exposições, também a possibilidade dos artistas que o fazem e do público que os assiste criar ferramentas para um conhecimento sobre a própria cultura”, afirma Simone Reis, diretora do programa Pelourinho Cultural.

Durante a exposição, os visitantes receberão um livreto organizado por Cláudio Orlando Nascimento, Coordenador de Políticas Afirmativas da Universidade do Recôncavo da Bahia (UFRB), no qual constará um pouco da história de cada músico participante e cada instrumento, contada por eles mesmos. Como o conceito da exposição é inédito na Bahia, o livreto conterá também um contexto geral sobre a exposição. Orlando quer dar voz aos percussionistas, “’Todo menino do Pelô sabe tocar tambor’ afirma uma série de aspectos do local, aspectos da ancestralidade que estava batendo forte e que precisa de uma linguagem no intuito de constituir uma identidade”, afirma

Grupo de Percussão Ilê Aiyê homenageia Minas Gerais como símbolo da resistência

Um dos grupos afro mais famosos do Brasil, o Ilê leva para o Curuzu referências a personagens mineiras, de Xica da Silva a Milton Nascimento

“Quem é que sobe a ladeira do Curuzu? – Sou eu, sou eu. E a coisa mais linda de se ver? – É o Ilê Aiyê”.

Difícil achar quem nunca tenha ouvido estes versos do primeiro bloco afro da Bahia, o Ilê Aiyê, na voz de artistas famosos. O grupo, fundado em 1974, é reconhecido como grande representante da cultura afro no estado baiano. Este ano, o Ilê Aiyê fará uma homenagem aos mineiros com o tema: “Minas Gerais, símbolo de resistência”. Desta vez, as letras das canções trarão Xica da Silva, Milton Nascimento, Chico Reis, Aleijadinho e outras importantes figuras das Gerais para a boca dos foliões.

Ilê Aiyê, que significa “mundo negro”, é soteropolitano e surgiu num dos bairros da capital, o Liberdade, que tem a maior população negra do país. Antonio Carlos dos Santos, conhecido por Vovô desde criança, fundou o bloco com o amigo, já falecido, Apolônio Souza de Jesus Filho. O apelido surgiu quando, num dia chuvoso, foi com o paletó para a escola. Os colegas notaram a vestimenta muito grande e disseram que ele parecia mais velho: virou Vovô já aos 9 anos. “Criamos o bloco para combater o racismo no carnaval da Bahia. Nos grandes clubes só havia gente branca.

No primeiro carnaval em que desfilamos, em 1975, saíram 100 pessoas. Hoje contamos com 3 mil integrantes”, relata Vovô.

Desde que surgiu, o Ilê Aiyê sempre homenageia países, nações, culturas africanas e as revoltas negras no Brasil, que contribuíram para o fortalecimento da identidade étnica e da autoestima do negro brasileiro. No ano passado, Pernambuco foi o destaque do bloco. Angola, Revolta dos Búzios (Revolta dos Alfaiates) e a Bahia já tiveram a sua vez.

Para levar Minas Gerais para as ruas de Salvador, a organização enviou um grupo até o estado a fim de pesquisar nossa riqueza afro. Vovô conta que eles “começaram um namoro” com Milton Nascimento e também com o cantor Vander Lee para se apresentarem no carnaval baiano. Infelizmente, as vozes mineiras não vão completar a homenagem ao estado no carnaval do Ilê Aiyê. Ficou, então, para a cantora Margareth Menezes essa tarefa.

“Do nosso Festival de Música selecionamos duas canções, entre 100 inscrições, divididas em tema e poesia para representar o carnaval do ano. Além disso, escolhemos a Deusa do Ébano, dentre 60 candidatas. A vencedora recebe um prêmio de R$ 2 mil”, explica o fundador do grupo. No total, o carnaval do tradicional bloco custa cerca de R$ 1,1 milhão e o pré-carnaval aproximadamente R$ 400 mil. Segundo Vovô, todo o dinheiro é arrecadado através por meio de leis de incentivo, patrocínio de empresas e o pagamento de carnê dos 3 mil membros fiéis, até este mês. O carnê custa R$ 450, dividido de nove vezes.

Cidadania
O Ilê Aiyê, não se restringe a promover a alegria na comunidade, a cidadania é uma preocupação constante do grupo. Em sua sede, são realizados diversos projetos sociais, que atendem cerca de 1,2 mil pessoas: escola de alfabetização, de canto, dança e profissionalização. Além do programa de rádio Tambores da Liberdade, que tem por objetivo divulgar a música e cultura afro-brasileira

O batuque já toma conta do Pelourinho e outras partes da capital baiana, com ensaios abertos ao público



De bloco em bloco


Os tambores já rufam em Salvador, nos ensaios dos grupos afros. Se você está programando uma viagem à capital, considere fazer este programa. Para dar uma força, veja os horários dos ensaios do Ilê e dos outros grupos, escolha o seu e caia na pré-folia baiana.

Ilê Aiyê
Todo sábado na sede do grupo, a partir das 21h30.
Ingressos: R$ 30 (camarote) e R$ 15 (pista)
Rua do Curuzu, 228, Liberdade- Salvador (BA)
(71) 2103- 3400
http://www.ileaye.org.br/

Olodum
Todos os domingos até o carnaval, das 18h às 22h
Ingressos: R$ 40 (inteira)
Largo Pedro Archanjo, Pelourinho

Todos as terças-feiras até o carnaval, a partir das 21h30
Ingressos: R$ 80 (inteira)
Largo Tereza Batista, Pelourinho
http://www.olodum.com.br/

Timbalada
23/01; 06 e 20/02 e 13/03
Ingressos: R$ 75 (pista) e R$ 150 (camarote)
Museu do Ritmo, a partir das 18h
http://www.carlinhosbrown.com.br/

Cortejo Afro
Todas as segundas-feiras até o carnaval
Ingresso: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)
Largo Teresa Batista, Pelourinho, das 21h
http://www.cortejoafro.com.br/

Morre o percussionista Ramiro Musotto aos 45 anos

Morreu na madrugada desta sexta-feira, 11, o compositor e produtor musical argentino e radicado no Brasil desde 1996, Ramiro Musotto. O artista morava na Bahia e faleceu em decorrência das complicações causadas por um câncer de estômago, aos 45 anos, no Hospital São Rafael. Ramiro Musotto será enterrado nesta sexta-feira, no final da tarde, no Cemitério Jardim da Saudade. Na cerimônia de despedida, haverá uma homenagem a ele, com a presença de um grupo de percussão.


Natural da província de Baia Blanca, na Patagônia Argentina, o percussionista já havia cancelado, inclusive, uma apresentação em julho deste ano no Festival de Músicas do Mundo (FMM), por conta do avanço da sua doença. Na ocasião, a produção do argentino chegou a informar que ele poderia voltar a trabalhar a partir do mês de setembro. Dentre os artistas brasileiros com os quais trabalhou, estão Lenine, Marisa Monte, Marina Lima, Daniela Mercury, Os Paralamas do Sucesso, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Lulu Santos, Zeca Baleiro, Adriana Calcanhotto, Titãs, Fernanda Abreu, Sergio Mendes, Zélia Duncan, Kid Abelha e Gal Costa.

Seu primeiro trabalho solo data de 2001, quando lançou o álbum Sudaka, no qual mescla cânticos indígenas e influências afro-baianas, além de outros ritmos. Seu segundo solo Civilização & Barbarye foi lançado seis anos depois, tendo a percussão com um dos destaques, reunindo o eletrônico e o tradicional no seu trabalho. Tendo o berimbau como um dos seus principais instrumentos de trabalho, Ramiro Musotto manteve a influência de ritmos afro-caribenhos nas suas produções próprias, além da presença da afro-baianidade nos seus dois álbuns solos.
Fonte: Jornal A Tarde

"Tudo é Percussão II" volta a agitar a cena no Pelourinho

Shows, workshops e bate-papos informais sobre o universo percussivo acontecem no Largo Pedro Archanjo entre os dias 08 e 11 de setembro.

Acostumado às batidas de samba-reggae dos blocos afros, o Pelourinho será palco de um dos maiores encontros percussivos do país, o projeto Tudo é Percussão II – uma iniciativa do Programa Pelourinho Cultural, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. A segunda edição do projeto, que tem direção artística do músico Leonardo Reis, promete reunir percussionistas, estudantes e o público em geral para discutir e desfrutar do universo cheio de ritmo, suingue e musicalidade da percussão brasileira. O público vai poder conferir de graça os shows e workshops que integram a programação, entre os dias 8 e 11 de setembro - no largo Pedro Archanjo, sempre a partir das 14h.

Os artistas mais inventivos e consagrados da música percussiva brasileira estarão presentes no evento, que este ano faz uma homenagem à etnomusicóloga e musicista Emília Biancardi. Para o público, uma garantia de ouvir as batidas mais criativas e um pouco da história, técnica, estilos e novidades da percussão. Os workshops serão ministrados pela homenageada, Emília Biancardi, além de Kiko Freitas, Neto Costa, Gabi Guedes, Eletrocooperativa, Yonsen Maia, Kalunga, Neguinho do Samba, Sérgio Chiavazzoli e Arthur Maia.

Diretora do Programa Pelourinho Cultural, Ivanna Soutto destaca o valor educativo do projeto: “A presença expressiva do público na primeira edição somada aos pedidos de retorno do Tudo é Percussão foram dois pontos a favor desta segunda edição - que tem como compromisso maior a democratização da informação e do conhecimento”.

“A intenção é ampliar o vocabulário musical e criar, com responsabilidade, um bate-papo sobre a música, suas facetas e dificuldades”, explica o diretor Leonardo Reis – que já participou de festivais pelo mundo, realizou diversas turnês e tem uma consagrada carreira como percussionista, ao lado de artistas como Ana Carolina – com quem toca atualmente, Roberto Carlos – um dos trabalhos mais recentes, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre muitos outros. O público terá à disposição informação e a oportunidade de trocar ideias e experiências com músicos muito bem selecionados.

Os shows ficam por conta da Orkestra Rumpilezz; do cantor Luiz Caldas – com o espetáculo Cordas e Couros; do percussionista Orlando Costa; além dos grupos Garagem e Vozes Reveladas. “A música baiana é totalmente percussiva. É preciso manter o ritmo o tempo todo, o que requer boa dose de técnica e improviso para não deixar a peteca cair”, brinca Leonardo, dando uma dica do que o público vai poder conferir nos quatro dias de evento. Depois, complementa: “O Pelourinho é o melhor e único lugar para a realização deste projeto. Se o Pelourinho Cultural não abraçasse a nossa iniciativa, não haveria lugar para fazê-lo”.

Os encontros serão mediados pelo professor de percussão da Universidade Federal da Bahia, Jorge Sacramento, que também participou da primeira edição do projeto. “A Bahia por si só já é percussiva. Todas as iniciativas que venham a divulgar mais uma particularidade da nossa cultura e valorizar o nosso sangue afro-descendente são absolutamente maravilhosas”, elogia.

Para Sacramento, o grande sentido do projeto é proporcionar a internacionalização desta característica da música brasileira, além de dar uma visão mais profissional à atividade. “Esta iniciativa contribui para a inserção dos percussionistas no contexto social, instigando-os a aprender duas ou três línguas e utilizar programas de informática para criar suas músicas. É uma forma de levar mais a sério a música e a arte que produzem”, acredita o professor.

Capitaneada pelo maestro Letieres, a Orkestra Rumpilezz é uma das atrações mais esperadas do evento. O público poderá conferir o grupo logo na abertura, no dia 08 de setembro, a partir das 18h. Letieres conta que será uma apresentação didática em que ele abordará temas relativos aos diversos ritmos percussivos. “Será basicamente uma aula aberta, em que apresentaremos a origem dos claves da percussão no processo de composição”, conta Letieres. Segundo o maestro, a Orkestra Rumpilezz é um dos grupos que mais valorizam a "batida" da Bahia, apesar de se inspirar na música instrumental universal. “Todas as nossas músicas são conectadas com o ritmo em que a percussão e o sopro caminham juntos”, afirma.

Com 22 anos dedicados à pesquisa de sonoridades e ao ritmo do tambor, o percussionista Orlando Costa é o responsável por encerrar o projeto Tudo é Percussão II, no dia 11. O músico – que já se apresentou com Caetano Veloso, Marisa Monte, Ney Matogrosso, Carlinhos Brown, Daniela Mercury e Ivete Sangalo - vai apresentar o show Eu... porque sou percussivo, baseado em seu disco homônimo. “Farei uma mistura dos ritmos cubano, indiano, africano e árabe”, adianta. Sobre a importância do projeto, diz: “O Tudo é Percussão, mais uma vez, terá um papel bem interessante para a comunidade local e para a nova geração de músicos, por abrir os olhos e educar toda essa garotada”.

Também atração do dia 11, Sérgio Chiavazzoli – que toca há 13 anos com Gilberto Gil e há uma década também é diretor musical dos seus shows - promete dar algumas dicas sobre solo, harmonia e improviso. “Pretendo levar instrumentos, como guitarra, violão de aço, banjo de cinco cordas, bandolim e um violão de doze cordas para fazer algumas demonstrações para o público. Mas o grande foco é mesmo uma conversa informal e a interação com a plateia, que poderá me fazer perguntas sobre carreira, minha história de vida e até sobre a minha experiência como musicoterapeuta”, revela Chiavazzoli. O público confere ainda Kiko Freitas, que falará sobre bateria, além de Yoncen Maia e Kalunga, que levam informações sobre a engenharia de gravação e o uso de protus.

PERFIL - O Projeto Tudo é Percussão foi realizado pela primeira vez em fevereiro do ano passado e reuniu artistas de peso, como Márcio Victor, Carlinhos Brown, Waltinho Cruz – da banda Chiclete com Banana, Gustavo D’Dalva, entre outros grandes nomes. O projeto foi idealizado em parceria com o percussionista baiano Leonardo Reis e, devido ao seu sucesso, volta a ser promovido pelo Programa Pelourinho Cultural, da Secretaria de Cultura da Bahia.

SERVIÇO:
Evento: Tudo é Percussão II
Quando: De 08 a 11 de setembro, às 14h
Onde: Largo Pedro Archanjo (entrada franca)
Daniela Lustosa
Assessora de Comunicação PELOURINHO CULTURAL

PROGRAMAÇÃO

Dia 08/09 – Terça-feira
14h00 - Show de abertura: Vozes Reveladas
15h00 - Workshop "A Coleção Cênica Sonora": Emília Biancardi. Participação: Grupo Som e Tradição
16h40 - Workshop: Kiko Freitas
18h00 - Show: Orkestra Rumpillez

Dia 09/09 – Quarta-feira
14h00 - Workshop: Neto Costa
15h15 - Workshop: Gabi Guedes
16h30 - Workshop "Replicando a Sevirologia": Eletrocooperativa
18h00 - Show: Grupo Garagem

Dia 10/09 – Quinta-feira
14h00 - Workshop "Novas Tecnologias aplicadas à Percussão": Yonsen Maia
15h30 - Workshop "Técnicas de Gravação de Percussão": Kalunga
16h30 - Workshop: Neguinho do Samba
18h00 - Show "Cordas e Couros": Luiz Caldas

Dia 11/09 – Sexta-feira
14h00 - Workshop: Sergio Chiavazzoli
16h00 - Workshop: Arthur Maia
18h - Show "Eu porque... sou Percussivo": Orlando Costa