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Música em Performance terá oficinas de zabumba com Gledson Meira e recital de percussão (PB)


A 3ª edição do "Música em Performance" de 13 a 15 de junho de 2011, é uma realização da Universidade Federal da Paraíba através dos Departamentos de Música e de Educação Musical do CCHLA em parceria com a Estação Cabo Branco e a Prefeitura Municipal de João Pessoa. É  um evento que reúne apresentações musicais, oficinas e mini-cursos dos professores e alunos dos cursos de Bacharelado, Licenciatura e Sequecial em Música da UFPB. 

Dentre as oficinas do "Música em Performance" está a oficina "Zabumba Nordestino" com o Professor Gledson Meira, que recentemente defendeu sua dissertação de mestrado sobre o tema. A oficina será na quarta-feira (15/06) na Estação Cabo Branco com duas turmas A (9h às 10:30h) e B (10:30h às 12h). Na segunda-feira às 19h acontece o Recital de Percussão coordenado pelo mesmo professor. Todas as atividades são gratuitas e podem ser feitas no blog do evento. Também serão disponibilizados ônibus gratuitos, em horários pré-definidos, de ida e volta para a Estação Cabo Branco saindo da UFPB.

Maiores informações:
http://www.musicaemperformance.blogspot.com/

Método de percussão: Zabumba moderno de Éder Rocha


Método: Zabumba moderno
Autor: Éder Rocha
Páginas: 73
Idiomas: português e inglês
Acompanha CD
Valor de mercado: R$ 43,00

O Método Zabumba Moderno objetiva trazer informações necessárias para o conhecimento do instrumento zabumba, encontrado em várias regiões do Brasil e do mundo. Seu conteúdo trata dos zabumbas do nordeste brasileiro e é ampliado para os de outras regiões, de acordo com o calendário das nossas festas populares. As exposições partem da informação oral- textos explicativos e CD - para a escrita - partituras, informando sobre diferentes maneiras de tocar, diferentes "sotaques" e contextos musicais. Ampliam-se, assim, as possibilidades técnicas e expressivas, na execução do instrumento.

Com uma vivência e experiência adquirida ao longo dos anos, tanto na música erudita quanto popular, atuando com Orquestras Sinfônicas e grupos como o Mestre Ambrósio, Maracatu Estrela Brilhante entre outros, Eder nos traz um livro que retrata e solidifica a realidade da nossa extensa diversidade rítmica e, conseqüentemente, riqueza cultural.
Priorizando uma maior difusão de um instrumento como a zabumba, abordando desde a sua construção até as possíveis adaptações que o instrumento pode proporcionar, - como no caso a zabumbateria, resultado de um mix entre zabumba e algumas peças da bateria desenvolvida e criado pelo autor - o livro em questão apresenta um contexto amplo não só do instrumento em si, mas também dos ritmos brasileiros, alguns ainda pouco divulgados aqui no sudeste.

Eder dividiu o livro em três partes. Você vai encontrar na parte I desde  conceitos de técnica e sonoridade da zabumba, a escrita musical especifica para o instrumento, até os ritmos que compõe os três importantes ciclos das festas populares brasileiras: o carnavalesco, o junino e o natalino, englobando nesse contexto mais de vinte ritmos diferentes. Entre eles vamos encontrar alguns já bem conhecidos da galera como o xote
e o baião, e outros nem tanto, como o bumba meu boi do estado do Maranhão com seus diferentes tipos como o boi de matraca, o boi de zabumba e o boi de costa de mão.(Lauro Lellis)

Luthiers de Zabumba e Pandeiro (BR)

Quer colaborar com esta lista? Mande um e-mail para paraibapercussiva@yahoo.com.br

Pandeiro

Fabiano Raposa - Santa Catarina

Lanka – Paraíba
Fone: 83 3331-2892

Giorgio - Botucatu SP
Fone: 14 9142-0943www.silvasons.com.br

Warley - Minas Gerais
Fone: 31 3456-6235 / 31 8875-9084

Tamima Brasil- Bahia

Aluísio Januário – Ceará
Fone: 85 3081-9306

Chico Nunes – Pernambuco
Fone: 81 3465-8576

Agenor (Maracanã) - Rio de Janeiro
Fone: 21 9991-2950 / 2565-5146 / 2569-5297

Bira - Rio de Janeiro
Fone: 21 2564-8234 / 9983-4131

Marcelo Pizzotti - Rio de Janeiro
Fone: 21 3602-2273 / 9645-5690

Art Celsior Instrumentos Musicais Ltda (Cordovil) - Rio de Janeiro
Fone: 21 3351-3242 / 3137-0712 / 3137-0712

Edgardo – Florianópolis
Tel.: 48 3282-2474 / 9924-8866

Paulinho Silva - Minas Gerais

Zabumba

Charles

Zito do Trio Sabiá11 2405-7201

Zezito Pereira

Junior Magalhães
Fone: 85 8722-0905 / 85 9930-4362
Pesquisa inicial no blog Zabumblog

1ª Orquestra de Zabumbas do Brasil se apresenta no 3º Dia Percussivo

Os tambores estão presentes na cultura dos diferentes povos desde os primórdios da humanidade, no intuito de celebrar ou transmitir suas mensagens. Os "xamãs" ou "pajés" indígenas e os "ogans" africanos sempre fizeram uso das sonoridades percussivas na busca de elevação espiritual. Os nordestinos herdaram dos mouros o ZABUMBA e o incorporaram em suas canções. A cultura do forró se solidificou no século passado através da musicalidade de dois principais nomes: Luiz Gonzaga ( O Rei do Baião ) e Jackson do Pandeiro ( O Rei do Ritmo ).


 Se constituindo no primeiro grupo de zabumbas do Brasil, o Projeto Tamborete existe desde Março de 2008 e oferece aulas gratuitas para todos que mesmo que não saibam tocar, estejam dispostos a aprender. O Tamborete visa inicialmente constituir um grupo de percussão formado por 50 zabumbeiros, tocando e cantando em uníssono, em uma só batida. As práticas rítmicas aliadas à Musicoterapia proporcionam a interação entre pessoas de diferentes idades, a descoberta de novos talentos e a inclusão social, trabalhando em todos os participantes suas potencialidades e revigorando, em cada ser humano, a auto-estima ( energia poderosa no combate às drogas e à criminalidade ). Fazendo uso da versatilidade do zabumba, o Projeto Tamborete re-transmite as sonoridades do xote, baião, coco, arrastapé, xaxado, maracatu, ciranda, samba, etc, sem negar as influências contemporâneas da música eletrônica e dos outros ritmos do mundo, tocando músicas autorais e de artistas como Silvério Pessoa, Alex Madureira, Escurinho, Chico César e, é claro que não poderiam faltar, de maneira alguma, músicas de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga.

Tal intervenção na comunidade levará ao público a oportunidade de experimentar, de descobrir e de criar, transparecendo originalidade e despertando o envolvimento de pessoas indiretamente ligadas às oficinas, ou seja, pais, professores e poder público. Dessa forma os aprendizes do Projeto Tamborete poderão utilizar suas novas aptidões em atividades profissionais, tornando-se multiplicadores da linguagem musical e da cultura popular.

Integrantes:
Ely Porto Bezerra
Diego Justino Franklin Chacon
Luana Silva Lima
Silvia Xavier da Costa Martins
Pedro Brito de Souza
Lue Maia Bezerra
Márcio de Paula Aguiar
Carlos Eduardo Paulino Soares
José Thiago Marques Guimarães

Quartinha completa 50 anos de zabumba

  Hoje, dia 4 de julho de 2009, o pernambucano Reginaldo Pereira de Melo, mestre zabumbeiro, nascido em Afogados (bairro do Recife), mais conhecido como Quartinha, está completando 50 anos de zabumba com muita dedicação, profissionalismo e amor pelo seu instrumento. Logo que começou, com apenas sete anos de idade, fez uma apresentação com ninguém menos que o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Em sua recente passagem por João Pessoa, no dia 26 de junho de 2009, para fazer show com o forrozeiro e cantor Santanna “O Cantador”, Quartinha concedeu uma entrevista para o Blog Paraíba Percussiva e nos contou alguns detalhes de sua carreira e da festa que irá promover para comemoração desta data tão especial em sua vida e na vida de todos os zabumbeiros do mundo.

PP: Pra começar, gostaria que você falasse um pouco de você: seu nome, onde nasceu, quantos anos...

QUARTINHA: Meu é Reginaldo Pereira de Melo. Eu nasci em Afogados que é um bairrozinho do Recife e eu tenho 58 anos e vou agora dia 4, 50 só de zabumba (risos)

PP: Merece uma festa!

QUARTINHA: Eu vou fazer uma festa lá na Sala de Reboco. Já estou organizando tudinho direitinho pra fazer uma festinha. Uma festinha não! Vai ser uma festona!
PP:Por que a zabumba?

QUARTINHA: Eu toco pandeiro, toco agogô, mas a zabumba foi a que mais me inspirou. O zabumba foi minha vida. Eu era “jogueiro”. Era jogador de futebol. Treinei no Santa Cruz, treinei no Ámérica, fui aprovado e não gostei. Então, eu já tocava zabumba, aí eu puxei pro lado do zabumba e pra mim foi melhor de que o futebol.

PP: Como foi o início, o primeiro contato com o zabumba? Veio da família?

QUARTINHA: Eu tinha meu pai que tocava pandeiro. Praticamente eu não conheci meu pai. Aí eu perguntei a minha mãe se meu pai tocava. Ela disse: seu pai tocava pandeiro. Então é o sangue do meu pai.

PP: E no início de sua carreira? Alguém te ajudou? Deu um pontapé inicial ou você foi sempre seguindo sozinho mesmo?

QUARTINHA: Eu fui seguindo sozinho e com sete anos de idade eu fui pra um comício lá em Dois Unidos e nesse comício Luiz Gonzaga foi tocar, então eu tava no meio do público assistindo. Não tinha noção nenhuma mas já tocava zabumba e então o locutor que era um amigo meu e conhecia a minha família disse:
“Seu Luiz! Aqui tem um menininho... um menino...” Até que no fim ele me chamou de guri (risos). “Tem um gurizinho aqui que toca zabumba”.
Luiz Gonzaga disse: “Quem é?”
“É Quartinha! Ele tá aqui. Olha ele ali!
Aí ele disse: “É aquele ali? ”
Ele: ”É!”
E Luiz: “Venha cá sujeito!” Aí me chamou, eu subi no palanque e ele perguntou a mim: “Que que quer que eu toque?”
Eu disse “toque o que o senhor quiser”.
Ele tocou a “Feira de Caruaru” e eu mandei brasa (risos).

PP: Por que Quartinha?

QUARTINHA: Quando eu era pequeno, com uma idade de uns 2 anos 3 anos, eu tinha pescoço fino, que eu ainda tenho (risos), a canela a fina (risos) e o buchão. Aí um primo meu disse ... “olha Noêmia (que minha mãe se chamava Noêmia), ele parece uma Quartinha”. Aí quartinha ficou. Então eu agradeço e agradeci demais esse apelido.

PP: Deu sorte! (risos)

QUARTINHA: Deu sorte graças a Deus, deu sorte.

PP: Quais são suas maiores influências?

QUARTINHA: Rapaz ... Cícero que tocava e era o irmão do Jackson do Pandeiro.

PP: Cheguei a conhecer

QUARTINHA: chegou a conhecer Cícero?

PP: Cheguei.

QUARTINHA: Eu era fã de Cícero apesar que Deus levou ele e... também de Boréu, também que já se foi.

PP: de lá esse Boréu? (Recife)

QUARTINHA: Não.Boréu é cearense. Ele tocava com Dominguinhos, tocou muito tempo com Dominguinhos. Eu gostava muito dele. Ele era muito meu amigo, sabe? E Deus já levou. Deixa que ele tá em bom lugar ...

PP: Seu estilo de tocar é uma marca já. Todo muito que escuta, já conhece...

QUARTINHA: É...

PP: O que você faz pra ter esse som?

QUARTINHA: Rapaz, isso aí eu não sei nem explicar a você porque isso ai é Deus quem manda. Ás vezes eu tô tocando aí vem uma inspiração assim... de eu fazer um desenho, aí eu faço e quando vou querer fazer de novo, eu não sei mais.

PP: A coisa vai surgindo.

QUARTINHA: É vai surgindo assim é o momento.

PP: O que você acha dessas bandas de Forró? Chamadas de Forró “Moderno”, de “Plástico”, “Eletrônico”.

QUARTINHA: Eu num sou contra não. Há o forró...num tem forró de plástico não. Eu acho que isso é invenção. Eles fazem o trabalho deles, tem espaço pra todo mundo e... num tem forró de “plástico”. Só que aquele batida do pedal da bateria, a gente já fazia, porque tem o baião..tem duas qualidades de baião chama-se o “baião verdadeiro” e o “baião batido”, o baião batido que Luiz Gonzaga gravou “Eu vou mostrar pra vocês como se dança o baião” (tocando o ritmo em palmas) que dizer isso aqui é o baião batido então, a banda pegou e botou pro pedal, ai botou forró “estilizado” mais Gonzaga já fazia isso em mil oitocentos e antigamente.

PP: e o outro baião é o quê?

QUARTINHA: O baião “certo”. É só uma pancada (solfejou o ritmo). Chama-se um por duas ou é dois por uma.

PP: E o forró pé-de-serra com a bateria no lugar do zabumba? O que é que você acha?

QUARTINHA: Não, aí não é forró pé-de-serra não, porque se não tiver mesmo o zabumba não é forró. O forró tem que ter zabumba, triângulo e pra completar pandeiro e o agogô. Tem que ter tudo isso certo? Na minha opinião, não é forró. Quem quiser dizer que é forró, tudo bem, eu respeito, mas só que não é não.

PP: Entre os vários artistas que você já acompanhou cite alguns....

QUARTINHA: Rapaz (risos) o primeiro foi Luiz Gonzaga. Ai lá vem Dominguinhos, Sivuca, já gravei e toquei com Sivuca, Hermeto Pascoal, Genival Lacerda, Alcimar Monteiro, Jorge de Altinho, Nando Cordel, Flávio José. De Flávio José eu tenho num sei quantos discos gravados.

PP: Maciel Melo

QUARTINHA: Maciel Melo, Marinês, que Deus tenha ela em bom lugar.

PP: Oswaldinho já?

QUARTINHA: Oswaldinho (do Acordeon) que é meu amigo demais. Messias Holanda e vários artistas. Se eu for falar isso pra você, vai passar dois dias e eu não sei! (risos). Num vou lembrar tudo.

PP: Há quanto tempo você está tocando com Santanna?

QUARTINHA: Vai fazer oito anos já.

PP: Sabemos que você é um dos zabumbeiros mais solicitados para gravações. O que é preciso para fazer uma boa gravação no zabumba?

QUARTINHA: Rapaz! Primeiramente o talento. E gravação é toltamente diferente de um show ao vivo. Show ao vivo a gente pode errar. E agora tá bom que numa gravação você pode errar também, que se conserta. Mas, de primeiro quando eu comecei a gravar, vamos supor, eram quatro pessoas tudo num só canal só. Então, se errasse, tinha que voltar de novo tudinho. Hoje ta bom demais. Tá tudo moderno. Você grava num canal só e erra duzentas, quinhentas vezes e acerta, senão também o computador vai lá e ajeita, hoje tá muito fácil gravar.

PP: Você sabe quantos cd’s você já gravou?

QUARTINHA: Ah!! Não sei não (risos) Eu sou do LP ainda,do vinil, ainda sou daqueles discos de acetato, desse tamaínho, fazendo jingles, essas coisas, eu não sei quantos discos eu gravei. Não tenho nem idéia...

PP: Onde está o swing do zabumba?

QUARTINHA: (Risos) Rapaz... Já nasce. A gente já nasce com o swing. O swing num se aprende não. Se não tiver na veia (ele bate no antebraço) ... Ritmo também num se aprende... não tem escola de ritmo. Você tem que nascer com o ritmo.

PP: Quem são as novas promessas do zabumba? Quem é a nova geração que está chegando?

QUARTINHA: Aahh! Tem muitos. Tem o filho de Cicinho que chama-se Neném. Tem o Edinho, tem Zé Ronaldo que agora tá com Elba Ramalho. Tem muitos... inclusive agora, vou até puxar sardinha pra minha brasa (risos): tem um netinho meu que já tá caminhando. Já tô dando as dicas a ele.

PP: É 0 pequinininho?

QUARTINHA: É o pequenininho. Vai primeiro estudar. Ai eu digo: primeiro você tem que estudar!

PP: Qual é o nome?

QUARTINHA: É Medson.

PP: Deixe uma mensagem para os músicos e leitores do blog Paraíba Percussiva.

QUARTINHA: O que eu tenho a dizer aos meus colegas é que não deixe o forró morrer... Eu já tô assim... numa idade já legal, graças a Deus, já tô bem aceito no meio e dizer aos meus colegas que quanto mais ele toque, que ele seja mais humilde, pise no chão. Não fique querendo assim.. botar banca, vou logo no dito popular é botar banca. Tem que sempre atender todo mundo bem e pisar no chão. Ser um cara humilde porque se ele for um bom músico e não for uma pessoa humilde, um instrumentista humilde, ele não vai pra lugar nenhum.

PP: Você se considera realizado já na sua profissão ou ainda tem alguma coisa pra você conquistar?

QUARTINHA: Não... tem muita coisa ainda porque a música é infinita. Você nunca aprende tudo. Eu tenho muito que aprender ainda. Ás pessoas ás vezes diz assim: Você é o melhor zabumbeiro do mundo! Aí eu fico olhando... Ô meu amigo obrigado... só que eu num me acho assim o melhor zabumbeiro do mundo porque eu não aprendi ainda. Aí os caras: Mas rapaz, 50 anos de zabumba... não aprendeu ainda? Eu digo não! Por que a música é infinita, e quanto mais você vai tocando, vai descobrindo coisa, vai se modernizando, vai aprendendo, aprendendo... Quando aprender tudo você morre.

PP: O que foi que a música lhe proporcionou na sua vida?

QUARTINHA: As conquistas... eu não sou rico. A turma pensa que eu sou rico mas não sou. Eu tenho uma família maravilhosa, tenho minha casinha, tenho meu carrinho pra andar e quero ganhar mais dinheiro pra comprar minha fazenda (risos). Tô feliz, tô legal eu não quero enricar não. Quero que Deus me dê minha saúde primeiramente, meu trabalho e que eu ganhe meu dinheirinho que dê pra manter minha família. Só isso. não quero mais nada.

PP: Queria agradecer a sua participação e mais tarde agente está ai para lhe prestigiar.

QUARTINHA: Tá certo. Obrigado, muito obrigado mesmo.
Veja mais fotos do show aqui
.
Alguns cd´s que o Paraíba Percussiva encontrou gravados por Quartinha:
Flávio José - Nordestino Lutador - 1994
Flávio José - Tareco e Mariola - 1995
Flávio José - O melhor de Flávio José - 1996
Flávio José - Filho do Dono - 1996
Flávio José - Sem ferrolho e sem tramela - 1997
Flávio José - A poeira e a estrada - 1998
Flávio José - Pra todo mundo - 1999
Flávio José - Seu olhar não mente - 2000
Flávio José - Me diz amor - 2001
Flávio José - Palavras ao vento - 2002
Flávio José - Cidadão comum - 2003
Flávio José - Acústico - 2003
Flávio José - Pra amar e ser feliz - 2004
Flávio José - Poeta cantador - 2005
Flávio José - Tá bom que tá danado - 2006
Flávio José - Dom Cristalino - 2008

Todo o balanço da Zabumba


Última chamada para o arrasta-pé. Hoje, Dia de São Pedro, encerram-se as comemorações da trinca de santos festeiros da cultura nordestina. Nos festejos juninos, a tradição pede canjica, quentão, quadrilhas, rojões, fogueiras – a cada ano mais escassas – e, principalmente, muito forró no salão. Sem forró não tem São João!
Nascido do baião, o gênero ganhou vertentes como o xote, o xaxado e outros ritmos que regem o compasso da folia matuta. A animação vem embalada pelo trio formado por triângulo, sanfona e zabumba. De Luiz Gonzaga a Dominguinhos, de Sivuca a Oswaldinho do Acordeon, os sanfoneiros sempre se destacaram quando o assunto era forró. Talvez por exigir um maior conhecimento harmônico e melódico, o instrumento "coroou" seus músicos e não permitiu fama e fortuna para os tocadores de triângulo e de zabumba.
Mestres do ritmo, ilustres desconhecidos
Quartinha, Pardal, Prego, Xexel, Nado Buchudo... Alguns dos nossos principais zabumbeiros possuem apelidos engraçados. A origem humilde é outro fato em comum. Todos confessam que tocar zabumba é o melhor que sabem fazer em suas vidas e, com exceção de Xexel, eles sobrevivem e sustentam a família há pelo menos 20 anos exclusivamente com o batuque do instrumento.Pardal, 37, é considerado a principal referência local até pelos próprios colegas. Não apenas pelo jeito performático e saltitante de tocar a zabumba – daí a origem do apelido –, mas pela extrema habilidade em conduzi-la. Ora com uma marcação firme ora com variações dignas de um virtuose do ritmo. Sobre quartinha... (ahh esperem por uma super entrevista com o mestre dia 04 de julho no Paraíba Percussiva, dia em que ele comemora 50 anos de zabumba)
Sobre a origem do termo
No Dicionário do Folclore Brasileiro, do pesquisador potiguar Luís da Câmara Cascudo, zabumba é sinônimo de “bumbo, tambor grande, bumba, bombo”. A origem do termo pode ser derivada do conguês bumba (bater), do grego bumbos (barulho) ou mesmo do latim bombu. Enquanto termo popular, “zabumba” também significa azar, ou uma reviravolta negativa na vida de alguém. Tal associação com o instrumento pode ter origem nas “quebras” de ritmo – as mudanças de andamento – que o zabumbeiro executa enquanto toca. Como muitos instrumentos percussivos, a zabumba não é exclusividade da cultura brasileira e encontra similares em diversas partes do mundo: do Marrocos ao Japão, de Portugal a Cuba e do México ao Chile, entre outros países.
Lugar de zabumba é na internet
Pode parecer uma contradição, mas é justamente no moderno ambiente da internet que é possível encontrar a maior quantidade de informações sobre o rústico instrumento que marca o ritmo do forró. O ponto de partida pode ser o Orkut. Ao todo, 108 comunidades do site de relacionamento trazem referências ao nome zabumba no título. Na comunidade Eu Amo Zabumba há seis, entre seus 346 membros, a opinar sobre quem é o melhor zabumbeiro do Brasil. Durval Pereira, Dió de Araújo e Quartinha são os nomes lembrados.
Fique por dentro
A zabumba dispensa explicações, mas para quem não ainda não associou “o nome à pessoa” vale lembrar que o instrumento é um tambor grande – com circunferência média entre 16 e 22 polegadas e espessura entre 6 e 10 polegadas – confeccionado com madeira ou metal. Presa ao pescoço do músico por uma longa correia, ela fica de forma diagonal na região do abdômen e é tocada simultaneamente com uma baqueta grossa na parte superior e uma vareta de bambu – chamada de “bacalhau” – na parte inferior.Como a maioria dos tambores, a zabumba possui dois lados revestidos com peles similares às utilizadas no bumbo de uma bateria, mas originalmente feitas a partir do couro do bode ou do veado. Na parte superior, a pele é mais grossa para reproduzir um som grave, ao contrário da pele inferior, que é mais fina e tira um som mais agudo. As engrenagens que prendem a pele ao aro são de metal e a afinação pode ser feita por tarraxas ou cordas, a depender do modelo.
CARACTERÍSTICAS DA ZABUMBA ARTESANAL DO LUTHIER
›› A madeira deve ser rígida e de alta densidade.
›› Ruy Pessôa utiliza a copaíba, de 4mm, nas bordas. Internamente há mais duas lâminas para o tambor. O cedro também pode ser utilizado.
›› A decoração é em machetaria (lâminas de madeira com texturas e cores diferentes).
›› Até ficarem prontas no formato do tambor, as lâminas são coladas em duas etapas de 24 horas.
›› A pele é feita de couro de bode.
›› A pele de baixo é mais esticada, para produzir um som mais agudo.

Fonte: Gazeta de Alagoas
Caderno B
Repórter: Fernando Coelho
Foto: Robson Lima

Projeto tamborete oferece aulas gratuitas de zabumba



O Projeto Tamborete existe desde Março de 2008 e oferece aulas gratuitas de zabumba para todos que mesmo que não saibam tocar, estejam dispostos a aprender.

O Tamborete visa inicialmente constituir um grupo de percussão formado por 50 zabumbeiros tocando e cantando em uníssono, em uma só batida. Participam deste Projeto pessoas de todas as idades e sexo.

É assim: “Agüentou com o instrumento já pode participar”, diz Ely Porto Bezerra, Músico, Compositor, Professor, Idealizador e Coordenador do Projeto. As aulas são gratuitas e acontecem todos os domingos às 16h no Candeeiro Encantado-Centro Histórico-João Pessoa-PB
O repertório do Tamborete é bem diversificado englobando não só os ritmos da nossa terra (coco, xaxado, xote, etc.), como também ritmos de música eletrônica (hip-hop, funk, drum n bass, etc), tocando músicas autorais e de artistas como Silvério Pessoa, Alex Madureira, Escurinho, Chico César e é claro que não poderiam faltar, de maneira alguma, músicas de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga.
Contato para aulas no telefone (83)88017337, pelos e-mails elyporto@yahoo.com.br e silviaxis@hotmail.com ou pelo endereço