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ONG Escola de Educação Percussiva Integral comemora trajetória de trabalho social


No dia 1º de setembro, a Ong Escola de Educação Percussiva Integral (EEPI) comemorou seu aniversário de 4 anos de trabalho social (e 6 anos de concepção). Concebida há 6 anos pelo músico Wilson Café e por ele administrada, a Escola de Educação Percussiva Integral tem como "mola mestra" de suas ações a percussão, e em sentido mais amplo, a música. A EEPI desenvolve um sistema para a melhoria do Projeto Pedagógico de ensino plural. O objetivo é resgatar e elevar a auto-estima e ampliar o exercício da cidadania de jovens carentes em risco pessoal e social (moradores dos bairros circunvizinhos) da faixa etária de 13 a 16 anos, cursando da 5ª a 8ª série e integrantes da Rede Pública de Ensino.

A percussão interage com todas as disciplinas, como português, matemática, informática, inglês, confecção de instrumentos, história, e técnicas em sonorização e produção musical. Aprender português através da leitura e interpretação de letras de música, e matemática através do uso responsável da renda advinda de cachês e direitos autorais são algumas das formas de ensino utilizadas pelos professores. Hoje, a Escola conta com 150 alunos que participam das oficinas educativas em dois turnos. Em dezembro, acontece a formatura dos estudantes das turmas atuais da EEPI, que receberão certificado da Escola de Música da Universidade de Brasília. De forma simultânea e complementar às atividades básicas, a EEPI proporciona conhecimentos gerais nas esferas de assuntos relacionados à saúde preventiva, higiene pessoal e relações sócio-ambientais e geo-econômicas. A escola também inclui a abordagem de temas ligados ao gênero e à raça, buscando uma efetiva ligação entre as raízes étnicas e ascendências dos continentes americano e africano.
Os egressos têm, portanto, a possibilidade de tornarem-se aptos a compreender a sua inserção e atuação enquanto cidadãos conscientes, com possibilidades de visibilidade no cenário e contexto social. Todos os adolescentes devem estar matriculados em uma escola para poderem participar das oficinas de arte-educação da organização. Por meio das oficinas e de práticas de excursões a recantos naturais e sítios histórico-culturais da Região Metropolitana de Salvador e Baía de Todos os Santos, busca-se estabelecer uma filosofia artística adequada à formação étnico-cultural e sócio-ambiental dos alunos, fortalecendo seus valores como cidadãos. Ao mesmo tempo, as atividades contribuem para resgatar a cultura regional, por meio do ensino e práticas voltadas para uma compreensão mais abrangente das relações sócio-institucionais.