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Estação dos Ritmos expõe obra de Jackson do Pandeiro

Uma exposição em formato multimídia, composta por biografia, discografia e fotografias do paraibano Jackson do Pandeiro, um dos ícones da cultura nordestina, poderá ser conferida a partir desta sexta-feira (5), no segundo pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no bairro do Altiplano. A exposição "Jackson do Pandeiro – Estação dos Ritmos" será aberta às 19h e permanece no local até o dia 28 de novembro, com horário de visitação de terça a sexta das 9h às 21h e sábados, domingos e feriado de 10h até as 21h.

"Estação dos Ritmos" faz referência ao autodidatismo de Jackson do Pandeiro, que aprendeu a tocar sozinho vários instrumentos (violão, pandeiro, pífano e caixa de fósforos). Na mostra o visitante vai encontrar fotografias da trajetória do artista – como shows e entrevistas que concedeu em programas radiofônicos e televisivos –, o registro de um acidente de automóvel que sofreu e seu encontro com jovens artistas da época, entre eles, Alceu Valença, Elba Ramalho e Zé Ramalho. Vai conferir também a exibição de documentários sobre a vida e obra de Jackson, que passou a ser conhecido e reconhecido internacionalmente como O Rei do Ritmo.

Uma parte dos objetos expostos nesta exposição faz parte do acervo do Museu de Jackson do Pandeiro, localizado em Alagoa Grande (PB), e outra do jornalista e biógrafo Fernando Moura, autor, juntamente com o jornalista Antônio Vicente, do livro "Jackson do Pandeiro – O Rei do Ritmo" e também idealizador da mostra.

A exposição é resultado de uma parceria entre a Estação Cabo Branco e o Serviço Social do Comércio (SESC) de Santo André (SP), que, de acordo com Fernando Moura, reedita, na terra do artista, parte da exposição montada em São Paulo nos meses de março a maio deste ano, integrando as comemorações pela passagem dos 90 anos do artista, comemorados em agosto de 2009. "Dessa forma, instituições públicas locais e nacionais vão disseminando a rica cultura paraibana, incorporando de pleno corpo à alma plena de um brasileiro imortal", comentou o jornalista Fernando Moura.

Jackson do Pandeiro – José Gomes Filho é natural de Alagoa Grande, região do brejo paraibano. A mãe era cantadora de coco, tocava zabumba e ganzá. Quando tinha 13 anos de idade, se mudou com a família para Campina Grande (PB), onde começou a prestar atenção nos cantadores de coco de roda e nos violeiros das feiras. O nome artístico, Jackson do Pandeiro, surgiu por influência dos filmes americanos de faroeste que assistia no cinema.

Na década de 1940, mudou-se para João Pessoa, onde tocou em cabarés e emissoras de rádio. Mais tarde foi para Recife, e foi lá, na Rádio Jornal do Comércio, que adotou definitivamente o nome Jackson do Pandeiro. Em 1953, gravou seus primeiros sucessos: "Sebastiana" (Rosil Cavalcanti) e "Forró em Limoeiro" (Edgar Ferreira). Três anos depois casou-se com Almira, que se tornou sua parceira nas apresentações. No mesmo ano foram para o Rio de Janeiro e Jackson foi contratado pela Rádio Nacional, onde foi um sucesso de público e crítica por sua maneira de cantar baiões, cocos, rojões, sambas e marchinhas de carnaval.

Sua influência é até hoje sentida em artistas que regravam as músicas que Jackson celebrizou, a exemplo de "O Canto da Ema", gravada por Lenine; "Na Base da Chinela", por Elba Ramalho; "Lágrima", por Chico Buarque, ou "Um a Um", pela banda Paralamas do Sucesso. Compositor inspirado e instrumentista de raro talento, popularizou outros clássicos da música nordestina, como "Chiclete com Banana" (Gordurinha/ Almira Castilho), "Xote de Copacabana" (José Gomes), "17 na Corrente" (Edgar Ferreira/ Manoel Firmino Alves), "Como Tem Zé na Paraíba" (Manezinho Araújo/ Catulo de Paula), "Cantiga do Sapo", "A Mulher do Aníbal", "Ele Disse" (Edgar Ferreira) e "Forró em Caruaru" (Zé Dantas). Em 1998, Jackson do Pandeiro foi o grande homenageado no 11º Prêmio Sharp de Música.

Dividindo com Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, a supremacia da base musical nordestina, influenciando gerações de todos os matizes, Jackson do Pandeiro, através de sua obra, precisa ser revisitado e reintroduzido em atentos ouvidos e corações, disse o biógrafo Fernando Moura. "Está nele o lastro inspirador para que a autêntica riqueza rítmica brasileira não se dilua ou seja triturada por um mercado insano. Este ainda é o país mais musical do planeta. É ver, ouvir e se deleitar. Boa viagem!", finalizou.

Fernando Moura – É paulistano, mas desde 1935 adotou a Paraíba como sua terra. Além de jornalista, é escritor e compositor. Escreveu e editou nos principais jornais e revistas paraibanos, desde 1979, quando iniciou a carreira, como repórter do Jornal O Norte, do Grupo Diários Associados Paraíba. Coordenou, entre 1983 e 90, o Departamento de Marketing do Banco do Estado da Paraíba. Atuou nas diretorias do Sindicato dos Jornalistas, Associação Paraibana de Imprensa (API) e Associação Atlética Banco do Estado. Fundou e presidiu, por dois mandatos, a Associação Centro Histórico Vivo (Acehrvo), organização não governamental que luta pelo processo de revitalização do patrimônio histórico de João Pessoa.

Autor, juntamente com o jornalista Antônio Vicente, da primeira e única biografia do cantor e compositor paraibano Jackson do Pandeiro, lançado pela Editora 34, de São Paulo, Fernando Moura montou o projeto que cria o Museu da Cidade, ora em desenvolvimento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep). Ele também é criador e editor executivo da Textoarte Editora, empresa responsável pelo lançamento de mais de 100 títulos de autores paraibanos nos últimos dez anos, entre ficcionistas, poetas e ensaístas.

Atualmente está à frente da Coordenadoria do Patrimônio Cultural de João Pessoa (Copac/JP), órgão ligado à Secretaria de Planejamento (Seplan) da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). No campo literário, vem desenvolvendo pesquisa para a montagem da biografia de Antônio Barros, o maior compositor de forró vivo da música brasileira. Também já escreveu livros sobre a história da Câmara Municipal da Capital Paraibana e outros trabalhos na área de memória, com destaque para as edições de 'Cidade de João Pessoa – Roteiro de Ontem e de Hoje', de José Américo de Almeida, e 'Álbum de Memória', contendo imagens antigas da cidade, a partir do acervo do Museu Walfredo Rodriguez. Atualmente também está preparando livro sobre personagens contemporâneos do universo cultural nordestino.

SERVIÇO:
JACKSON DO PANDEIRO – A ESTAÇÃO DO RITMO
Abertura: Sexta-feira (5)
Hora: 19h
Local: Segundo Pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano.
A entrada é aberta ao público até o dia 28 novembro.
Visitação: Terça a sexta-feira, das 9h às 21h, e sábado e domingo, das 10h às 21h.

CONTATO PARA A IMPRENSA

FERNANDO MOURA



Oficina de pandeiro gratuita no "Esquentais Vossos Pandeiros Jacksonianos"

Logo mais, no fim da tarde de hoje, às 17h, haverá em João Pessoa, as incrições para a oficina de Pandeiro com o percussionista/ator Ely Porto como parte integrante do Evento "Esquentais Vossos Pandeiros Jacksonianos" em homenagem ao rei do ritmo Jackson do Pandeiro, nascido em Alagoa Grande, na Paraíba. O projeto foi contemplado no edital 2008 do Fundo de Incentivo a Cultura Lei Augusto dos Anjos (FIC). As oficinas acontecerão todas as quartas-feiras às 18:00h de setembro até o mês de novembro.

O pandeiro tem origem moura e é utilizado nos contextos erudito e popular. Jackson do Pandeiro é um dos maiores nomes da Música Brasileira e soube miscigenar sonoridades múltiplas, trazendo para nossos ouvidos as mais suingadas canções de nosso cancioneiro popular. Nossa oficina trabalhará ritmos brasileiros, fazendo uso do repertório de Jackson do Pandeiro, procurando desenvolver técnicas básicas para o aprendizado do pandeiro, buscando aliar teoria e prática em atividades de canto e execução instrumental.

O Oficineiro: Ely Porto

Formado pela Universidade Federal da Paraíba e músico atuante no cenário artístico do estado, já desenvoleu projetos com Cabruêra, Escurinho e Labacé; Os Caba; Mestre Fuba, Cátia de França; Biliu de Campina; As Párea; La Gambiaja; Batuque Quebra-Quilos; Círculo de Tambores; Nação Maracahyba; Maíra Barros e Antônio Barros e Cecéu; ÔdeCasa; Anne Raelly. Composições e Participações em CDs: O Melhor Do Forró no Maior São João do Mundo e Heimatklange Sons da Terra com Cabruêra e As Parêa, XIII MpbSesc, O Som de Todas as Lutas com As Parêa.

OUTRAS INFORMAÇÕES

TRATO Assessoria e Produção Cultural
Av. Nego, 200, sala 108, Tambaú (Ed. Esquina 200),
CEP. 58039-100, João Pessoa / PB
83 – 3512 6799 / 8710 6799
anjoazuldobeco@ gmail.com83.88626826

Esquentais Vossos Pandeiros Jacksonianos

Em 31 de agosto de 1909 nascia nos aredores de Alagoa Grande, no brejo paraibano um dos maiores ritmistas do Brasil. Em 2009, no aniversário dos 90 anos de nascimento de Jackson do Pandeiro, a Associação Cultural e Recreativa Anjo Azul sob Curadoria da TRATO Assessoria e Produção Cultural, dá inicio a partir desta segunda-feira, 31 de agosto, as oficinas de TEATRO do projeto Esquentais Vossos Pandeiros Jacksonianos, especialmente para a população habitante na cidade que acolheu no nosso REI DO RITMO.

“Temos como principal objetivo aproximar a nova geração dessa produção cultural que cresce, nas diferentes vertentes jacksonianas ¨ diz Ednamay Cirilo - Presidente da Associação Cultural Anjo Azul.

¨Como forma de estimular essa aproximação serão realizadas oficinas de teatro, em Alagoa Grande , de música e artes visuais na cidade de João Pessoa. O projeto surgiu do anseio da Associação Anjo Azul em interligar as cidades de João Pessoa e Alagoa Grande através da obra de Jackson do Pandeiro, preservando assim sua memória .

As oficinas têm como público alvo artistas, estudantes municipais e iniciantes em teatro, música e artes visuais. “Acreditamos que o contato de forma lúdica com as produções de Jackson do Pandeiro propiciará aos jovens a expansão dos conhecimentos e o interesse por buscar novas informações¨.

O projeto será encerrado no mês de novembro, com uma festa em duas etapas, primeiro em Alagoa Grande , uma especie de revista carnavalesca, e posteriormente em João Pessoa, onde serão apresentados os resultados dos três meses de oficinas , na sede oficial da Associação Cultural Anjo Azul, localizada no Centro Cultural de Terceiro Setor Thomáz Mindello, tendo a palestra sobre a vida e obra de Jackson do Pandeiro como tema central da noite.

OFICINAS

As oficinas oferecidas serão de artes plásticas com Dulce Abstrato, montagem teatral com Netto Ribeiro e de percussão com Ely Porto.

Percussão (Pandeiro)

O pandeiro tem origem moura e é utilizado nos contextos erudito e popular. Jackson do Pandeiro é um dos maiores nomes da Música Brasileira e soube miscigenar sonoridades múltiplas, trazendo para nossos ouvidos as mais suingadas canções de nosso cancioneiro popular. Nossa oficina trabalhará ritmos brasileiros, fazendo uso do repertório de Jackson do Pandeiro, procurando desenvolver técnicas básicas para o aprendizado do pandeiro, buscando aliar teoria e prática em atividades de canto e execução instrumental.

Oficineiro: Ely Porto

Formado pela Universidade Federal da Paraíba e músico atuante no cenário artístico do estado, já desenvoleu projetos com Cabruêra, Escurinho e Labacé; Os Caba; Mestre Fuba, Cátia de França; Biliu de Campina; As Párea; La Gambiaja; Batuque Quebra-Quilos; Círculo de Tambores; Nação Maracahyba; Maíra Barros e Antônio Barros e Cecéu; ÔdeCasa; Anne Raelly. Composições e Participações em CDs: O Melhor Do Forró no Maior São João do Mundo e Heimatklange Sons da Terra com Cabruêra e As Parêa,XIII MpbSesc,O Som de Todas as Lutas com As Parêa.

O projeto foi contemplado no edital 2008 do Fundo de Incentivo a Cultura Lei Augusto dos Anjos (FIC).

OUTRAS INFORMAÇÕES
TRATO Assessoria e Produção Cultural
Av. Nego, 200, sala 108, Tambaú (Ed. Esquina 200),
CEP. 58039-100, João Pessoa / PB
83 – 3512 6799 / 8710 6799
anjoazuldobeco@ gmail.com83.88626826