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Concerto da OSUFPB Percussão com Joaquim Abreu (Zito) em João Pessoa (PB)



O percussionista paulista Joaquim Abreu, mais conhecido como Zito, esteve em João Pessoa (PB) para mais um concerto da OSUFPB - Percussão onde se apresentou no Auditório Radegundis Feitosa no dia 11 de outubro de 2013. O programa contemplou obras de Fernando Iazzeta, Eli-Eri Moura, John Cage, Mário Ficarelli, Marcílio Onofre, Luís CarlosCsëko e Xavier Álvares. A OSUFPB - percussão é coordenada por Francisco Xavier de Souza Neto e Dennis Bulhões. Participaram do concerto além de Joaquim Abreu e dos coordenadores,o trompetista Ayrton Benk, a bailarina Gícia Amorim, os trombonistas Sandoval Moreno, Marlon Barros, Cássio Vieira e Alexandre Magno e os percussionistas João Medeiros, Lucas Freire, Germanna Cunha, Lue Maia e Wênia Xavier. 

Grupo de Percussão da AMUSA (PB)


o Grupo de Percussão da AMUSA (Associação dos Músicos e Amigos da Orquestra Sinfônica da Paraíba) formado por Germanna Cunha, Glauco, Leandro, Mambo Jambo e José Guilherme Amaral se apresentaram no último dia 05 de novembro na Escola Ìndio Piragibe na cidade de João Pessoa (PB). Abaixo fotos da apresentação e dos alunos que participaram. 



Grupo de Percussão da AMUSA em Santa Rita (PB)


Concerto didático do Grupo de Percussão da AMUSA para as crianças da ONG "Pro Dia Nascer Feliz". A apresentação aconteceu nesta sexta-feira dia 19.10.2012 em Santa Rita (PB). Na Foto Leandro, Germanna Cunha e Mambo Jambo. 

Grupo de Percussão da EMUFRN se apresenta no 4º Dia Percussivo

O Grupo de Percussão da Escola de Música da UFRN se apresentará no concerto de abertura do 4º Dia Percussivo no dia 30 de setembro de 2011 (sexta-feira) no Cine Banguê do Espaço Cultural José Lins do Rêgo. O evento acontecerá de 30 de setembro a 02 de outubro na cidade de João Pesosa (PB) e tem patrocínio do Fundo Municipal de Cultura (FMC). A apresentação tem parceria com a Escola de Música da UFRN. O grupo foi criado em 2002 pela professora Germanna Cunha tendo como principais objetivos servir como laboratório de prática instrumental para os alunos do curso percussão da EMUFRN, divulgar este tipo de formação musical bem como sua música específica e, através da realização de eventos e  apresentações regulares, promover a integração entre a UFRN e a comunidade externa. Em 2008, o Grupo de Percussão lançou o seu programa de concertos didáticos dedicado ao público infanto-juvenil, visando a divulgação e formação de platéia.   Com este projeto o Grupo vem se apresentando para inúmeras escolas e projetos sociais sendo recebido com grande aceitação.  Outras atividades do Grupo incluem a participação em eventos científicos e encontros de percussão à exemplo da CIENTEC 2010, II Encontro de Percussionistas de Natal, I Jornada Interestadual de Percussão (PB), 3º Dia Percussivo (PB), IV Encontro Nordestino de Percussão, entre outros. Formado por alunos dos cursos Técnico, Graduação e Especialização, o Grupo de Percussão da EMUFRN é atualmente, coordenado pelos professores Germanna Cunha e Kléber Moreira.

Integrantes: Diogo Botelho de Souza, Eliel de Oliveira Espíndola, Edymilson Drebes da Silva, Felipe Eduardo Barbosa, Hyram Henrique Cruz de Castro, João Paulino Filho, José Pedro dos Santos Neto, Kléber da Silva Moreira, Leandro Luiz Claudino Pinheiro, Leonardo Pereira Santos da Silva, Maíra Soares Cabral, Pedro Henrique Machado Freire, Valdo Teixeira dos Santos

Repertório:
  1. ABERTURA 1812 (TCHAIKOVSKY – Arr. Murray Houllif)
  2. TOCCATA (CARLOS CHAVES - 1º MOV)
  3. SUITE MATUTA (DIMAS SEDÍCIAS)
  4. LIFT-OFF! (RUSSEL PECK)
  5. HIGH LIFE (PHIL FAINI)
Saiba mais sobre o evento:
Twitter: @diapercussivo

Das Origens Divinais ao Nascimento do Frevo: Evoé Carnaval! Palestra com Germanna Cunha no 4º Dia Percussivo

A percussionista e professora Germanna Cunha estará apresentando uma palestra/seminário na manhã do dia 30 de setembro de 2011 (sexta-feira) durante as atividades do 4º Dia Percussivo. O evento, patrocinado pelo Fundo Municipal de Cultura, acontecerá de 30 de setembro a 02 de outubro das 8h às 22h com todas atividades gratuitas. Em parceria com a Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB) e a Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN) será realizada a Palestra "Das origens divinais ao nascimento do frevo: Evoé Carnaval!"



O frevo, considerado um dos gêneros musicais mais representativos da cultura pernambucana, é o tema deste seminário. A história aqui apresentada retrata desde a origem do próprio Carnaval, festejo que lhe serviu de berço, ao surgimento desta música centenária. “Em Pernambuco, o frevo invade os espaços, espreita os becos, aboleta-se nos sobrados, aquartela-se nos mocambos. O frevo é de todos. Promove a união das massas, a igualdade entre os homens. Faz lembrar ao Carnaval a sua verdadeira identidade, ‘é a hora e a vez do povo’, ‘é a paixão braba do povo brasileiro’. E da onda que arrasta as massas pelos reinados de Momo, ecoa o frevo mestiço, monumento cultural de pernambucanidade: Evoé!”

Este seminário contará com a participação de alunos da classe de canto da EMUFRN sob a coordenação da profª Cláudia Cunha e do Grupo de Percussão da EMUFRN sob a coordenação da profª Germanna Cunha.

Participações Especiais:
Cantores: Artemisa Andrade, Cláudia Roberta de Oliveira Cunha, Gueidson Pessoa, Nadja Paiva, Tércia Maria de Souza Silva, Venícius Alves Viana. Grupo de Percussão da EMUFRN: Diogo Botelho de Souza, Eliel de Oliveira Espíndola, Edmilson Drebes da Silva, Felipe Eduardo Barbosa, Hyram Henrique Cruz de Castro, João Paulino Filho, José Pedro dos Santos Neto, Kléber da Silva Moreira, Leandro Luiz Claudino Pinheiro, Leonardo Pereira Santos da Silva, Maíra Soares Cabral, Pedro Henrique Machado Freire, Valdo Teixeira dos Santos.Contrabaixo: Ramon Bezerra da Silva

GERMANNA CUNHA

Iniciou seus estudos na Escola de Música da UFPB, onde obteve o título de Bacharel em Música. Em 2002, obteve o grau de Mestre pela UNICAMP e em 2009 ingressou no doutorado em música pela UNIRIO. Participou de diversos Encontros e Festivais de música pelo país e atuou na gravação de Cds de artistas como Orquestra Sinfônica da Paraíba, Metalúrgica Filipéia, Madrigal da UFRN, Orquestra Sinfônica do RN, Orquestra Filarmônica N/NE, Orquestra Sinfônica de São Mateus, Eli-Eri Moura, Sivuca, Sexteto Potiguar, Orquestra do Maestro Vilô, entre outros. Ministrou oficinas em encontros e seminários a exemplo do V Fórum de Bandas realizado durante o XI FENARTE – PB (2005), 1º e 2º Encontros de Música Instrumental do Cariri – PB (2004 / 2006), Seminário Nacional de Bandas de Música – RN (2006), VI FEMUL – SE (2006), o II Festival de Música de Câmara do Centro Sul e Vale do Salgado – CE (2007), Painel de Bandas da FUNARTE - Cuiabá (2009). Em 2010 participou do Projeto Cultural de Formação – Músicos de Bandas de Música, FUNARTE/FUNDARPE capacitando percussionistas. Desde 2007 é professora de percussão no Projeto Bandas de PE do Conservatório Pernambucano de Música. Atualmente é timpanista na Orquestra Sinfônica da Paraíba, integrante do Grupo de Percussão do Nordeste, Camerata Arte Mulher, Orquestra Sanhauá e Sexteto Potiguar. Desde 1994 é professora de percussão da Escola de Música da UFRN, além de coordenar o Grupo de Percussão, o Sexteto Potiguar e participar dos projetos da Big-Band Jerimum Jazz e Big-Band Jovem.

Para saber mais sobre o evento:
blog: http://www.diapercussivojp.blogspot.com/
e-mail: diapercussivojp@yahoo.com.br
twitter: @diapercussivo

Painéis FUNARTE de Bandas de Música terá oficinas de percussão (PB, MG e PA)


O painel FUNARTE de Bandas de Músicas, projeto existente desde 1976,  acontecerá em 2011 de 24 a 28 de agosto em João Pessoa (PB) na Universidade Federal da Paraíba, de 7 a 11 de setembro em Mariana (MG) bo Conservatório de Música Mestre Vicente ângelo das Mercês e de 9 a 13 de novembro em Pontas de Pedra (PA) na Associação Musical Antônio Malato. Os painéis oferecem cursos de percussão, de percepção e leitura musical, de instrumentação e arranjos musicais, de reparo e manutenção de instrumentos de sopro, de regência e de técnica de instrumentos de sopro (bombardino e tuba, clarineta, saxofone, trombone e trompete). Os cursos tem duração de 5 dias. Para se inscrever os músicos e regentes devem preencher a ficha de inscrição e enviá-las pelos correios ou entregar em mãos, para a instituição que receberá o evento na cidade de sua escolha. Cada participante que participar de 80% dos cursos receberá certificado. Todos os inscritos participarão da prática de conjunto que ocorrerá todos os dias. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada.  As inscrições são gratuitas e cada participante é responsável por sua hospedagem, alimentação e translado. Para os inscritos em percussão e técnicas de instrumentos de sopro é obrigatório a frequência njo curso de percepção musical. Os cursos de percussão serão para os instrumentos bumbo, tarol, prato e bateria com duas turmas em cada cidade. Em João Pessoa (PB) o professor será Luís Caldana (SP), em Mariana (MG) o professor será Anderson Xavier (RJ) e em Ponta de Pedras (PA) a professora será Germanna Cunha (PB).

Maiores informações pelos e-mails dos coordenadores em cada cidade:
João Pessoa:
Mariana:
Ponta de Pedras:




Resultado da seleção para estagiários da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba (PB)

Foi realizado nesta quarta-feira (30/03/2011) o teste para seleção de estagiários para o naipe de percussão da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba no Cine Banguê da Fundação Espaço Cultural José Lins do Rêgo (FUNESC) em João Pessoa (PB). Foram aprovados 10 percussionistas sendo os 6 primeiros com direito a bolsa remunerada/ ajuda de custo no valor de R$ 150,00 (Cento e cinquenta reais). A seleção contou com a participação na comissão julgadora do Maestro Luís Carlos Durier e das professoras Germanna Cunha e Wênia Xavier. A seguir a ordem de classificação com o instrumento tocado na audição:

01) Gustavo Henrique de Souza Miranda (chefe de naipe) - vibrafone (bem-vindo - Ney Rosauro)
02) Ewerton Ferreira da Silva - marimba (Rain dance - Alice Gomez/Marilin Rice)
03) João Victor Figueiredo -tímpanos
04) João Alexandre Medeiros Lins - Marimba (Rain dance - Alice Gomez/Marilin Rice)
05) Lue Maia Bezerra - caixa clara (Six unnacomapnished solos for snare drum - Michael Colgrass)
06) Lucas Freire Prado - caixa (Tornado)
07) Djair Roberto do Nascimento - marimba (Teardrops)
08) Elvin Linhares - marimba (Pirulito que bate-bate - Dom. público/ arr. Ney Rosauro)
09) Francisco Dias - percussão múltipla (trinote)
10) Jefferson Rodrigues - percussão múltipla (Zeca´s dance - Ney Rosauro)

Grupo de Percussão da Escola de Música da UFRN participa do 3º Dia Percusivo - PB


Coordenação: Profª Ms. Germanna Cunha


Criado em 2002 mas oficializado apenas em 2006, o Grupo de Percussão da EMUFRN é coordenado pela professora Germanna França da Cunha e formado por alunos e ex-alunos dos cursos Bacharelado, Técnico e Básico da Escola de Música da UFRN.

Idealizado para servir como um laboratório de prática instrumental, o grupo vem se apresentando com regularidade junto à comunidade e promovendo eventos com a finalidade de divulgar esta formação musical. Em 2008, visando a formação de novas platéias, lançou seu programa de concertos didáticos para crianças, que vem recebendo uma grande aceitação.

Com um repertório bastante variado, composto por peças específicas para esta formação bem como arranjos de obras de compositores como Tchaikovsky, Khachaturian, Offenbach e Henry Mancini, o Grupo também se propões a divulgar o trabalho de jovens compositores e a música brasileira composta para percussão.

INTEGRANTES:
Ana Cláudia Silva Morais
Anderson Pereira da Silva
José Pedro dos Santos Neto
Willames Araújo do Nascimento
Leandro Luiz Claudino Pinheiro
Diogo Botelho de Souza
Diógenes Fagner de Lima
Leonardo Pereira Santos da Silva
Hyram Henrique Cruz de Castro
Aldo Aires da Silva
Kleber da Silva Moreira
Eliel de Oliveira Espíndola
Ramon Bezerra da Silva

Germanna Cunha ministra curso de percussão em Cuiabá (MT)

A edição 2009 do “Painéis Funarte de Bandas de Música” acontece em Cuiabá de 22 a 26 de julho, no Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O evento que busca aprimorar, ampliar e atualizar o conhecimento de instrumentistas e regentes de bandas de música, além de proporcionar a troca de experiências, oferece aos artistas cinco dias de cursos, ministrados por profissionais de reconhecida competência.
Um dos cursos oferecidos pelo “Painéis” é o de percussão que foi oferecido este ano, pela professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e timpanista da Orquestra Sinfônica da Paraíba Professora Germanna Cunha. Além deste curso, foram oferecidos cursos de percepção e leitura musical, de instrumentação e arranjos musicais, de reparo e manutenção de instrumentos de sopro, de regência e de técnica para instrumentos de sopro como, bombardino e tuba, clarineta, saxofone, trombone e trompete.
“Painéis Funarte Bandas de Música”
Realizado pelo Ministério da Cultura (Minc) em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e a Universidade Federal de Mato Grosso, o projeto já passou nesta edição de 2009 pelos municípios de Bananeiras (PB) de 10 a 14 de junho, Boa Vista (RR) de 08 a 12 de julho e neste dia 26 chega a Cuiabá (MT). O “Painéis” faz parte do Projeto Bandas de Música, criado em l976, que atua em diversas frentes, como levantamento e edição de partituras, distribuição gratuita de instrumentos de sopro e realização de cursos de reciclagem. A relevância do projeto para o segmento pode ser acompanhada pelos números. De 1986 a 1999, foram realizados 89 cursos, em 82 cidades, que atraíram cerca de 1500 participantes. De 2000 a 2008, mais de três mil pessoas participaram dos Painéis, que percorreram 16 cidades nos estados de Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Orientação para digitação com duas baquetas


Por Alison Shaw
Tradução de Germanna Cunha

Tocar teclados com duas baquetas é, muitas vezes, uma arte separada de tudo mais que nós fazemos em percussão. Naturalmente, há muitas considerações com relação à técnica magistral do toque com duas baquetas, mas orientações práticas para o toque são essenciais.

Frequentemente nós tomamos decisões sobre digitação baseadas na execução. Em outras palavras, nós usamos uma certa digitação porque ela faz com que a "passagem" se torne mais fácil de executar. É mais importante, todavia, tomar decisões de digitação baseadas no fraseado e expressão. Na maioria das vezes, se bom fraseado é a meta de uma escolha de digitação, a digitação naturalmente acomodará as questões técnicas na passagem.

É importante entender como a digitação afeta o fraseado. Quando nós caímos nisso, qualquer discussão sobre digitação para duas baquetas é realmente sobre quando usar e quando não usar o toque duplo. Há várias considerações gerais. A primeira é o tempo. Em tempo lento, notas não ruladas podem soar destacadas e separadas. Usar toque duplo em vez de toque alternado pode às vezes ajudar a criar a ilusão de um legato.

Um toque duplo também pode ser usado para dar a intenção de uma ligadura. Isto é particularmente útil em passagens tocadas em tempos rápidos. Usar um toque duplo, e permitir que o primeiro toque soe com um pouco mais de "peso" do que o segundo cria este efeito muito bem.

Uma outra consideração é o tipo do teclado. Uma vez que as notas naturais e acidentadas no vibrafone estão em um mesmo plano, toques duplos poderiam ser usados para tocar trechos suaves de uma passagem onde seriam usados toques alternados em um xilofone ou marimba. Algumas vezes também é útil empregar toques duplos em glockenspiel, de forma a não criar movimentos excessivos com a alternância. Com barras tão pequenas e uma possibilidade sempre presente de se escutar o som da "caixa", qualquer tentativa no sentido de eliminar o excesso de movimento no glockenspiel deveria ser considerada.

O maior impacto que a digitação pode fazer no fraseado é o modo como o toque duplo afeta a (ênfase/tensão) agógica. É prudente considerar como um toque duplo afetará a sutil inflexão de note groupings. Se um toque duplo deve ser usado, evite tocar a segunda nota em um toque forte e agógico.

Eu tenho seis regras antitoque duplo que gosto de seguir. Elas estão listadas aqui em ordem de importância. Eu nunca quebro a primeira regra. As cinco regras restantes são subjetivas, mas é mais desejável quebrar uma regra do fim da lista do que do começo. A digitação sugerida abaixo de cada exemplo indica soluções que nos permite evitar o toque duplo nos pontos problemáticos. A digitação em parênteses indica escolhas que poderíamos fazer para conforto técnico, mas deveria ser evitado por considerações de fraseado.

Regra 1: Nunca use um toque duplo de uma nota com o valor curto para uma de maior valor.
Razão: O fraseado natural geralmente requer que a tensão agógica seja no valor longo. No caso de um valor curto na "cabeça de tempo" (ex.: ♪♪) a tensão agógica é no valor curto, mas um toque alternado ainda é sugerido.
Ex. 1:



Regra 2: Não use um toque duplo de um compasso para outro.
Razão: Isto mantém o sentimento rítmico do compasso intacto. Novamente, sempre tente preservar a tensão agógica natural.
Ex. 2:
Exceção: Se um salto de grande intervalo for feito, o fraseado será mais fluído se o toque duplo for usado. Se um toque duplo deve ser usado de um compasso para outro, é importante não permitir que o segundo toque soe mais fraco.
Ex. 2a:



Regra 3: Não use um toque duplo entre os tempos. Se um toque duplo é necessário, é melhor colocá-lo dentro do tempo. (É melhor quebrar esta regra do que a regra n° 2).
Razão: Novamente, deixar o primeiro toque na parte forte do tempo mantém intacto o sentimento rítmico.
Ex. 3:

Exceções: Se são feitos saltos de grandes intervalos, o movimento horizontal "extra" necessário pode fazer com que o fraseado fique forçado e pesado. Neste caso é melhor usar toques duplos. Como ilustrado no exemplo 2a, é importante tomar cuidado com o segundo toque de forma que a tensão agógica permaneça intacta.
Ex. 3a:



Regra 4: Evite toque duplo do teclado natural para o dos acidentes.
Razão: Viajar de um plano inferior para um plano mais alto pode ser incómodo (difícil). Deslocar-se contra a gravidade em um movimento vertical forte pode criar um fraseado forçado ou pesado e uma quebra no fluxo da linha musical.
Ex. 4:



Regra 5: Evite toques duplos das teclas acidentadas para as naturais (é melhor quebrar esta regra do que a regra 4).
Razão: Embora este movimento seja certamente mais natural do que o movimento das naturais para os acidentes, a fluidez do fraseado pode ser afetada. Isto é especialmente verdadeiro se o intervalo entre as notas for pequeno.
Ex. 5:

Exeções: Em passagens repetitivas, a tensão agógica pode realmente ser auxiliada com o uso do toque duplo. O movimento é também menos forçado.



Regra 6: As vezes é necessário evitar toques duplos entre saltos de grandes intervalos.
Razão: Isto é mais importante nos tempos rápidos nos quais grandes saltos com uma mão podem causar uma quebra na fluidez e conexão da passagem. Isto também é impraticável às vezes porque é difícil a "precisão".
Ex. 6:

Exceção: Saltos de grandes intervalos seguidos por movimentos contrários na outra mão podem ser fraseados com uma maior fluidez se o toque duplo for usado.
Ex. 6a:




Como com todas as orientações, há decisões que irão diferir de peça para peça. As orientações dadas aqui sobre toque duplo são simplesmente um começo. Há, certamente, exceções para essas ideias, mas eu acho que é de verdadeira ajuda começar com estas "regras" quando estou estudando um novo trabalho para duas baquetas. Eu quase sempre uso as três primeiras regras. As três últimas tem muito mais espaço para exceções.

O conceito mais importante é planejar sua digitação de acordo com o fraseado desejado e efeito musical. Com frequência também escolhemos nossa digitação para acomodar a técnica, apenas para descobrir que nossa digitação então, controla ou limita nossa habilidade de fraseado.



Alison Shaw é professora assistente de percussão na Universidade Estadual de Michigan, onde é coordenadora dos estudos de percussão e dirige o programa do grupo de percussão. Ela atua como percussionista principal na Flint Symphony Orchestra, e também faz tournées e gravações com a New Columbian Brass Band e com a Brass Band of Battle Creek. Shaw participa do P.A.S. College Pedagogy Commette, é presidente do Michigan P.A.S. State Chapter, e é uma editora associada da Pecussive Notes.

A percussão na orquestra do Século XVIII

Por: R. M. Longyear/ Tradução Germanna Cunha





Por volta de 1700 os tímpanos estavam firmemente estabelecidos (embora ocasionalmente usados) como instrumentos de orquestra indispensáveis para criar uma atmosfera de pompa, festividade e drama, especialmente em óperas e músicas "de concerto" tocadas em igrejas. J. S. Bach fez um importante uso do tímpano em suas duas Suítes Orquestrais em Ré maior, escritas para o Collegium Musicum da Universidade de Leipzig, bem como em seu Oratório de Natal e várias de suas Cantatas para igreja. Handel usou estes instrumentos para dar um clima grandioso aos corais de seus oratórios e em peças festivas como seu Dettingen Te Deum e Ode on St. Cecília 's Day. Em suas óperas, Rameau usou o tímpano de forma rara, porém eficaz.

Em meados do século, o tímpano passou por um período de declínio. A razão mais provável está na mudança do som orquestral entre 1740 e 1775, causada pelo desaparecimento do clavicórdio ou órgão contínuo, a sua substituição por acordes sustentados de instrumentos de sopros, o desaparecimento do "clarim virtuoso" como estilo de tocar trompete, e o uso apenas das partes graves das séries harmônicas nos instrumentos naturais de meta. O tímpano ainda retornou a uma posição de importância nas últimas três décadas do século XVIII. Haydn foi um percussionista que poderia repreender timpanistas incompetentes e repetir anedotas sobre maestros (assim como hoje) que não sabiam nada sobre os problemas da percussão. Quandc jovem, em Salzburg, Mozart escreveu agradáveis obras de câmara para sopros e tímpanos que possuíam passagens solo para estes instrumentos. Por volta de 1790 os trabalhos orquestrais que não requeriam tímpano eram uma raridade.

Os acessórios de percussão, frequentemente conhecidos como Turkish Music ou Janissary Music, vieram das bandas militares turcas para a música europeia via Polónia e Áustria, entre 1768 e 1780. Estes instrumentos eram usados para criar uma atmosfera do Oriente Próximo t(Abduction of The Seraglio, de Mozart, Abu Hassan, de Weber) ou da banda militar (Sinfonia n" 100, de Haydn, Sinfonia n° 9, de Beethoven, último movimento). A música turca se tornou tão popular que por volta de 1800 alguns pianos eram equipados com um pedal janízaro, que produzia crashes de percussão que podiam ser adicionados pelo pianista quando estivesse tocando uma marcha ou peça de batalha.

Os instrumentos "turcos" básicos eram um triângulo, um bombo e um par de pratos. O triângulo era frequentemente equipado com anéis em sua base para fornecer um tilintar adicional que mantivesse colcheias ou semínimas constantes através da peça. O bombo era mais alongado e tinha um diâmetro muito menor do que os bombos de hoje. Ele era tocado com uma baqueta de madeira ou, ocasionalmente, baqueta acolchoada em uma mão (notas grafadas com as hastes para baixo) e um feixe de varinhas ou uma varinha de metal na outra mão (notas grafadas com as hastes para cima). Na marcha ele era conduzido na horizontal, tocado como se fosse um tímpano, e esta é a melhor posição para o bombo na orquestra. A posição vertical do bombo é aceitável apenas se um prato for fixado no topo do corpo do instrumento e ambas as partes (bombo e prato) tocadas por um instrumentista. Isto é uma característica especialmente da orquestra de ópera francesa e italiana entre 1810 e 1870. Os pratos não eram diferentes dos nossos pequenos pratos de orquestra, eram relativamente pesados (em comparação com os finos pratos chineses, ou cinellï), e tinham um som razoavelmente agudo fazendo jus a seu nome Britânico de "clash-pans". Pinturas e descrições do tímpano do século XVIII mostram grande variação de tamanho.
Em seu Gabinetto Armonico de 1723, Filippo Bonmni retratou um par de tímpanos, o maior dos quais não poderia ter excedido 20 polegadas de diâmetro. Uma ilustração mais convincente é encontrada no Musicalishes Theatrum de Johann Christoph Weigel, por volta de 1713, na qual os tambores têm o mesmo tamanho, mas não são tão esféricos quanto os tímpanos de hoje. Os tímpanos da Royal Artillery, os quais Handel pediu emprestado para várias apresentações de seus oratórios, eram maiores do que os tímpanos convencionais da época. Charles Burney, o historiador músical do fim do século XVIII, afirmou que os melhores tímpanos eram mais cilíndricos do que hemisféricos e descreveu um par de tímpanos "baixo" com 35 e 39 polegadas de diâmetro, especialmente construído para a comemoração do Festival Handel de 1784.

Há uma considerável incerteza soore o material usado nas cabeças das baquetas de tímpano. Ilustrações de Bonanni mostram baquetas tipo cartwheel, mas os detalhes são tão obscuros que ninguém pode dizer se o material era madeira ou tecido. As cabeças de madeira das baquetas na ilustração de Weigel têm um bom diâmetro (cerca de três polegadas), mas a superfície usada para tocar não pode ter mais de meia polegada de altura. Nenhuma afirmação pode ser feita sobre o material usado nas cabeças das baquetas, mas é provável que as que eram feitas de madeira ou marfim, altamente apropriadas para propósitos externos tais como sinalizações militares ou paradas, não teriam sido usadas exclusivamente na música tocada em recintos fechados. As indicações de Cherubini e Andréas Romberg para tímpano "com sordino" em suas cenas de funeral sem dúvida significam mais baquetas macias do que o tambor abafado, já que as partes de tímpano especificam rulos que seriam impossíveis de executar de forma sonora, suave e clara, quando o tambor é abafado com um tecido. Embora seja mais prováve! que as partes de tímpano nos trabalhos de J. S. Bach, Handel, e Rameau fossem frequentemente executadas com baquetas de cabeça dura, ninguém pode imaginar baquetas de madeira tocando rulos de tímpano em pianos magistrais como ocorrem em Don Giovanni, de Mozart. Por outro lado, os rulos pianíssimos não ocorrem com muita frequência na música orquestral de Haydn, ele pede toques simples em tais obras primas de escrita restrita para tímpano, como no movimento lento de sua Sinfonia n° 102 ou na "Representation of Chaos" em "The Creation".
Extraído de: Longyear, Rm M. (Trad. Cunha, G.). A percussão na orquestra do século XVIII in 1ª Jornada Interestadual de Percussão - 01 e 02 de junho de 2006. Espaço Cultural. João Pessoa.