Um dos principais representantes da escola nacionalista no Brasil, o compositor paulistano Osvaldo Lacerda morreu de falência múltipla dos órgãos nesta segunda-feira (18), em São Paulo, aos 84 anos de idade. Ao lado de sua mulher, a pianista e ex-aluna Eudóxia de Barros, 74, Lacerda era ativo divulgador da música erudita brasileira. Laureada com diversos prêmios, sua produção destaca obras vocais, pianísticas e de câmara, seguindo a cartilha do nacionalismo. Lacerda foi pupilo de Guarnieri entre 1952 e 1962, uma década decisiva: foi o professor quem o incentivou na direção da composição (Osvaldo, que começara a estudar piano aos nove anos de idade, era até então essencialmente um instrumentista) e definiu sua personalidade artística e orientação estética. Dotado de sólida formação técnica, Lacerda foi ainda um pedagogo respeitado: livros de sua autoria, como "Compêndio de Teoria Elementar da Música", "Exercícios de Teoria Elementar da Música", "Curso Preparatório de Solfejo e Ditado Musical", e "Regras de Grafia Musical" permanecem até hoje no catálogo, sendo adotados em escolas de música do Brasil e de Portugal. Ocupava a cadeira n. 9 da Academia Brasileira de Música. O velório começou às 14h desta segunda. O enterro deve acontecer na manhã desta terça, no Cemitério da Consolação. Abaixo artigo escrito por Humberto Ramos e Fernando Hashimoto sobre a obra "Três Miniaturas Brasileiras" de Osvaldo Lacerda para grupo de Percussão:

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