
No próximo dia 26/10, 21h . Apresentação especial no Espaço Cachuera! integra performance musical e palestra sobre a técnica, o repertório e o significado litúrgico dos tambores batá.
Percussionista Léo Leobons revela a sonoridade afro-cubana através dos tambores batá. Léo Leobons, provavelmente o maior especialista brasileiro em percussão afro-cubana, realiza apresentação única no Espaço Cachuera! dia 26 de outubro, às 21h, com o objetivo de divulgar a técnica e repertório dos tambores batá e a apresentar ritmos e cantos da Santería Afro-Cubana. Leobons (acompanhado por João Gabriel Carvalho e pelo cubano Luis Destrade, ambos percussionistas), também falará sobre a história e o significado litúrgico destes instrumentos.
Os tambores batá são de origem Iorubá, datando aproximadamente do século 5 D.C., quando teriam sido introduzidos durante o reinado de Xangô. Sua estrutura rítmica é de origem fonética, baseada nos tons da língua Iorubá; portanto, ao reproduzir estes tons, os tambores – quase que literalmente – falam. Os tambores batá afro-cubanos derivam do batá africano, mas desenvolveram estilos próprios. Utilizados nos rituais da Santería (a versão afro-cubana do Candomblé), os tambores batá de Cuba compreendem um repertório de mais de 400 toques.
O percussionista Léo Leobons, conhecido por sua participação frequente em shows e gravações de diversos compositores e intérpetes da MPB, foi o primeiro brasileiro a receber em Cuba um trio de tambores batá consagrados (tambores de fundamento), tornando-se o primeiro Alaña (dono de um tambor sagrado) do Brasil. Desde então ele, que atualmente mora no Rio de Janeiro, tem dedicado-se à divulgação dos tambores batá e das manifestações da cultura afro-cubana em geral através de aulas, oficinas de percussão e workshows.
Iniciado no Candomblé aos oito anos de idade como ogã de Xangô, Leobons também desenvolve com Ney de Oxossi um trabalho de fusão da percussão afro-brasileira com a afro-cubana.
SERVIÇO
Tambores batá: sons afro-cubanos
Apresentação especial com Léo Leobons.
Local: Espaço Cachuera! – Rua Monte Alegre, 1.094 – Perdizes – São Paulo.
Dia e horário: 26 de outubro de 2009 (segunda-feira), às 21h.
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 – à venda somente no dia do evento, a partir das 20h
(meia entrada para estudantes, professores, músicos e aposentados mediante comprovação). Capacidade: 100 pessoas.
Informações: (11) 3872 8113 . 3875 5563.
Léo Leobons começou seu aprendizado sobre a percussão afro-cubana em 1974, com o lendário mestre cubano Julito Collazo. Formou-se em Percussão pela Universidade de Maryland, iniciando o Mestrado em Etnomusicologia. Foi um dos fundadores do Conjunto Kubatá, com Roberto Borrell, Ernesto Guerra e Pepe Calabaza, e apresentou-se ao lado de músicos lendários da salsa e do jazz latino como Mongo Santamaría, Tito Puente e Eddie Palmieri.
De volta ao Brasil, juntou-se aos grandes nomes da música instrumental brasileira, gravando e se apresentando com o conjunto Azymuth, Luisão Maia e a Banda Banzai, Paulinho Trompete, Nivaldo Ornelas, Torcuato Mariano e muitos outros. Integrou também as bandas Jazz Brasil e Nó em Pingo d´Água.Em 1995 Léo Leobons criou a banda RioSalsa, sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro. Uma de suas composições do CD RioSalsa (Albatroz) foi um dos temas da novela da TV Globo Salsa e Merengue e voltou a ser tema da novela Kubanakán, em 2003.
A percussão de Léo Leobons fez e faz parte de shows e gravações de um amplo e variado leque de artistas da música brasileira. De Maria Rita a Djavan, de Olívia Hime a Baby do Brasil, de Carlinhos Vergueiro a Hyldon, de Humberto Gessinger ao Pavilhão 9 e outros. Responsável pelo único conjunto de tambores batá consagrados (tambores de fundamento) no Brasil, Léo Leobons iniciou o estudo destes tambores no ano de 1974, em Nova Iorque, com Julito Collazo. Viajando com frequência para Cuba, ele (que mora no Rio de Janeiro) já tocou e se apresentou com grandes mestres da música e cultura afro-cubana. Além de um vasto currículo como percussionista nos Estados Unidos (onde morou por 17 anos) e no Brasil, Léo tem também uma longa experiência em cursos e clínicas de batá e tumbadoras relacionadas às manifestações da cultura afro-cubana. Já se apresentou em espetáculos e clínicas por todo o Brasil, nos Estados Unidos, Argentina, Espanha, Inglaterra e Japão.
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